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Raízen entra em recuperação extrajudicial com dívida de R$ 65 bilhões

Cosan pode reduzir participação na empresa após reestruturação financeira

Gabriel Azevedo15 de maio de 2026 às 13:45
Raízen entra em recuperação extrajudicial com dívida de R$ 65 bilhões

A Raízen, gigantesca produtora de açúcar e etanol, enfrenta um colapso financeiro significativo, acumulando uma dívida de R$ 65,1 bilhões, o que levou a empresa a optar pela recuperação extrajudicial.

Mudanças na participação da Cosan

Durante uma conferência com investidores, o CEO da holding, Marcelo Martins, revelou que a Cosan deverá vender uma parte substancial de sua participação na Raízen, especialmente porque não planeja acompanhar um novo investimento de capital que será realizado pela Shell, sua parceira no empreendimento.

A Raízen busca reestruturar sua dívida para evitar uma recuperação judicial, fazendo negociações com credores para converter parte dessa dívida em ações.

O futuro da Cosan

Marcelo Martins também indicou que a Cosan pode deixar de existir como holding nos próximos três a cinco anos, um processo que poderia ser iniciado a partir de 2027, visando uma redução do endividamento.

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O primeiro passo é a redução da dívida

Marcelo Martins, CEO da Cosan

Contexto adicional

A Raízen é uma joint venture criada em 2011 entre a Cosan e a Shell, e é uma das líderes globais na produção de açúcar e etanol, além de operar a distribuição de combustíveis da marca Shell em diversos países da América do Sul.

Além de seus compromissos com o endividamento, a Raízen ampliou seus investimentos recentemente, mas suas operações foram impactadas por altas taxas de juros e condições climáticas desfavoráveis.

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