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economia
2 min de leitura

Raízen obtém homologação judicial e reestrutura R$ 61,4 bilhões em dívidas

Decisão judicial beneficia a reestruturação financeira da empresa

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 18:15
Raízen obtém homologação judicial e reestrutura R$ 61,4 bilhões em dívidas

A Justiça de São Paulo aprovou, na última quinta-feira (30), o plano de recuperação extrajudicial da Raízen, permitindo a reestruturação de R$ 61,4 bilhões em dívidas. Essa homologação torna o acordo com bancos e investidores efetivo, oferecendo à empresa condições mais favoráveis para reorganizar suas finanças.

O que é a recuperação extrajudicial?

A recuperação extrajudicial é um mecanismo em que a empresa renegocia suas dívidas diretamente com os credores, evitando a intervenção judicial. O principal objetivo é garantir prazos mais longos ou melhores condições de pagamento, crucial para impedir que a empresa enfrente problemas financeiros mais severos, como a falência.

A decisão da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo estabelece que os novos termos do plano de reestruturação serão aplicados a todos os credores envolvidos. A Raízen conseguiu a adesão de 81,6% dos credores financeiros sem garantias específicas, índice suficiente para a homologação do plano, sem contestações.

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A homologação do Plano reforça a confiança dos stakeholders na solução consensual e estruturante do endividamento do Grupo Raízen, conciliando suas necessidades de liquidez de curto prazo com uma estrutura de capital adequada e sustentável no longo prazo.

O plano inclui a possibilidade de conversão de dívidas em participação acionária e um aumento de capital previsto entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4 bilhões.

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Próximos passos da Raízen

Com a homologação, a Raízen dará continuidade às etapas do seu plano de reestruturação. Isso inclui a conversão de parte dos créditos de alguns credores em ações da companhia, através da emissão de units, além da oferta de novos títulos de dívida garantidos.

A empresa planeja também realizar um aumento de capital, com suporte da Shell Brasil Petróleo, que poderá somar a participação da Aguassanta Participações, controlada pela família de Rubens Ometto. Além disso, a Raízen está avaliando a reestruturação de sua operação, incluindo a separação das atividades de distribuição de combustíveis e energia e a venda de ativos, conforme descrito no plano.

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