Reforma tributária torna mercado externo mais atrativo para serviços
Mudanças fiscais incentivam empresas de tecnologia a exportar

A recente mudança na reforma tributária brasileira afeta as decisões de empresas que desejam expandir suas operações internacionalmente. Com a nova estrutura de impostos, serviços prestados no país são tributados a uma alíquota entre 26% e 28%, enquanto a exportação de serviços permanece sem impostos, uma vantagem garantida pela Emenda Constitucional 132 e a Lei Complementar 214.
Lisandro Vieira, CEO da WTM, empresa especializada em operações de importação e exportação de serviços, observa que essa diferença nas alíquotas pode motivar setores como tecnologia, engenharia, consultoria e inteligência artificial a buscarem clientes fora do Brasil. 'A exportação de serviços se tornará mais lucrativa do que a venda interna. Isso deve levar mais empresas a explorar mercados internacionais', afirma Vieira.
✨ Os serviços representam apenas 5% do fluxo internacional de pagamentos do Brasil, evidenciando grande potencial de crescimento.
Preparação e adaptação são essenciais
Vieira ressalta que a internacionalização de serviços não se resume ao fechamento de contratos, mas envolve uma preparação interna rigorosa. Isso inclui diagnósticos de maturidade internacional, ajustes operacionais, análise de mercados-alvo e formação das equipes, aspectos que podem reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso no exterior.
Além disso, o executivo destaca que o mercado global de serviços está crescendo mais rapidamente que o de bens, em grande parte impulsionado pela economia do conhecimento. Possuir a capacidade de vender serviços internacionalmente surge como um diferencial crucial, especialmente para pequenas e médias empresas.
A cultura organizacional como suporte
A cultura organizacional também desempenha um papel significativo na internacionalização. Vieira aponta que investir em conhecimentos de idiomas, oferecer experiências internacionais e formar equipes multiculturais são passos fundamentais para que as empresas brasileiras consigam competir globalmente.
Na WTM, a maioria dos colaboradores participa de intercâmbios internacionais e recebe treinamento constante em inglês, o que contribui para um crescimento anual de 60% na receita da empresa.
A exportação como estratégia de crescimento
Por fim, Vieira defende que a exportação de serviços é um caminho estratégico para o crescimento das empresas, especialmente em tempos de economia do conhecimento. 'Expandir para o mercado internacional significa abrir novos horizontes para os negócios e para o Brasil', conclui, ressaltando o impacto positivo da internacionalização na competitividade das empresas locais.
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