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Summit Agricultural Group investe US$ 2 bilhões em planta de SAF no Brasil

A nova unidade em Paulínia deve iniciar produção em 2030.

Tiago Abech29 de maio de 2026 às 05:15
Summit Agricultural Group investe US$ 2 bilhões em planta de SAF no Brasil

O Summit Agricultural Group, uma empresa americana de private equity focada no agronegócio, anunciou planos para construir uma instalação de combustível sustentável para aviação (SAF) no Brasil, com um investimento estimado de aproximadamente US$ 2 bilhões.

Bruce Rastetter, fundador e presidente do conselho da empresa, revelou que o financiamento virá de investidores estadunidenses, e a nova planta, que será chamada de JetBio, irá utilizar etanol oriundo da segunda safra de milho e cana-de-açúcar.

A unidade será instalada em Paulínia, SP, e tem previsão de iniciar operações em 2030.

Importância do projeto

O projeto marca a entrada do Summit no mercado de SAF, com potencial para se tornar a primeira operação de produção em larga escala globalmente. Atualmente, combustíveis sustentáveis representam apenas 0,6% do consumo no setor de aviação, com a expectativa de crescer para 0,8% neste ano.

Contudo, a partir de 2027, as empresas aéreas serão obrigadas a seguir normas de descarbonização estabelecidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), o que pode acelerar a expansão deste mercado.

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A oportunidade é usar a experiência que adquirimos investindo no Brasil para avançar ainda mais na cadeia de valor do etanol no país

Bruce Rastetter

Experiência e investimentos no Brasil

Rastetter, que é um veterano do mercado brasileiro, fez seu primeiro investimento no país em 2011. Atualmente, o Summit é acionista da FS, a segunda maior produtora de etanol de milho do Brasil. Com investimentos que totalizam quase R$ 10 bilhões, a empresa já demonstrou compromisso com o mercado local.

A JetBio representa uma nova linha de investimento e utilizará etanol fornecido pela FS, que também deve se tornar um exemplo de baixa emissão de carbono, fundamental para a eficiência econômica do projeto.

A FS está planejando inaugurar uma unidade de captura de carbono, que a tornará a primeira produtora de etanol de milho negativa em carbono do mundo.

Perspectivas futuras

A unidade de captura de carbono da FS prevê um investimento de R$ 500 milhões e a empresa está expandindo suas operações com a construção de uma nova usina de etanol em Campo Novo do Parecis (MT), que deve ser finalizada ainda este ano.

Rastetter mencionou que já estão em andamento conversas com companhias aéreas para o fornecimento do SAF produzido pela JetBio, e também há interesse em abastecer o mercado marítimo de biocombustíveis.

Contexto

A produção de SAF é uma alternativa em crescimento no setor de aviação, onde a descarbonização é uma prioridade para a indústria. A baixa emissão de carbono dos biocombustíveis é um fator chave para sua competitividade em comparação com combustíveis convencionais.

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