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Timbaúba investe em sucos de uva e açaí para exportar ao mercado asiático

Empresa de Pernambuco foca em diversificação para aumentar faturamento

Gabriel Rodrigues14 de abril de 2026 às 13:40
Timbaúba investe em sucos de uva e açaí para exportar ao mercado asiático

A Timbaúba, produtora de sucos naturais de Petrolina (PE), aposta na combinação de uva com açaí para expandir suas exportações e entrar no competitivo mercado asiático.

Desde 1990, a Timbaúba se destacou na produção de frutas no Vale do São Francisco, mas em 2016, a empresa direcionou suas operações para sucos integrais e água de coco. O presidente Sydney Tavares afirma que essa transição foi acertada, levando a um crescimento significativo e a faturar R$ 172 milhões em 2025.

A empresa atinge uma área total de 2.500 hectares, com 1.000 hectares irrigados, distribuídos entre 600 hectares de cultivo de uva, 300 hectares de coco e 100 hectares dedicados ao cultivo de açaí, que representa uma nova e estratégica iniciativa.

Timbaúba pretende aumentar a participação do mercado externo de 5% para 25% até 2030.

Para Tavares, a região ainda se concentra principalmente na produção de manga e uva de mesa. A decisão de cultivar açaí visa diversificar o portfólio e aumentar a renda na área. Os testes com a planta começaram em 2023, e a expectativa é de que a fusão de uva e açaí resulte em uma bebida com apelo especial no mercado.

Apesar do desafio de popularizar o suco de açaí frente ao tradicional 'sorbet', o produto já está disponível tanto no Brasil quanto em países como Japão e China, onde é bem aceito. Aproximadamente 350 lojas de Tóquio e Osaka comercializam o suco sob a marca 'OQ'.

O plano da Timbaúba é faturar R$ 210 milhões em 2026, com um investimento de R$ 100 milhões nos próximos quatro anos. Parte do investimento, R$ 50 milhões, será para reformar parreiras antigas, visando revitalizar a produção que pode crescer até 20% com essa reforma.

Os outros R$ 20 milhões irão para a ampliação das instalações industriais e do processamento, enquanto os R$ 30 milhões restantes focarão na mecanização e novas tecnologias nas fazendas. A atual operação já utiliza drones para monitorar e controlar pragas de forma eficiente.

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Agora, ao detectar coloração, umidade e temperatura, o sistema aciona o drone de pulverização automaticamente

Sydney Tavares

A Timbaúba ainda planeja implementar robôs para realizar a poda mecânica das parreiras, visando otimizar ainda mais seus processos produtivos.

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