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Usiminas registra lucro recorde com medidas antiimportação em 2026

Aumento expressivo no lucro líquido impulsionado por ganhos cambiais

Tiago Abech24 de abril de 2026 às 12:25
Usiminas registra lucro recorde com medidas antiimportação em 2026

A siderúrgica Usiminas anunciou um lucro líquido impressionante de R$ 896 milhões no primeiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 166% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o lucro foi de R$ 337 milhões.

Este aumento é atribuído à recente melhora operacional da empresa e a um resultado financeiro favorável, especialmente por conta de ganhos cambiais obtidos nesse período. O Ebitda ajustado alcançou R$ 653 milhões, embora tenha registrado uma queda de 11% na mesma base de comparação. A receita líquida, por outro lado, caiu 14%, totalizando R$ 5,871 bilhões.

Mudanças nas importações e favoráveis variações cambiais foram cruciais para o desempenho financeiro da Usiminas.

Apesar do lucro crescente, a receita líquida sofreu uma redução por conta da diminuição nas vendas, principalmente no exterior. A empresa apontou que sua performance foi afetada pela competição no setor e por novas políticas antidumping, que foram implementadas para proteger a indústria nacional.

O governo brasileiro estabeleceu direitos antidumping sobre as importações de aços laminados a frio e revestidos, mudanças há muito esperadas pelo setor siderúrgico. Essas medidas começaram a remodelar o cenário competitivo, fortalecendo a proteção à indústria interna contra práticas comerciais desleais.

Usiminas também se beneficiou de melhores preços e mix de vendas na siderurgia, enquanto a atividade de mineração viu uma queda nos volumes comercializados.

Ao final do trimestre, a empresa reportou um caixa líquido de R$ 391 milhões e uma alavancagem negativa, sinalizando uma estrutura financeira robusta. No entanto, a companhia alerta que os próximos meses podem ser desafiadores devido às consequências da Guerra do Irã, que pode impactar a economia global e a brasileira.

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A alta nos preços do petróleo e gás, junto ao aumento da inflação e a lenta redução das taxas de juros, trazem um cenário de incerteza, especialmente no que diz respeito às cadeias de suprimentos, notadamente no transporte marítimo de mercadorias.

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