A jornalista Nobel da Paz pede legislações para garantir a segurança pública em meio à evolução da IA.

A jornalista Maria Ressa, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, alertou sobre os riscos que a inteligência artificial (IA) representa para a autonomia humana. Durante uma conferência em Oslo, ela enfatizou a importância de aprovar leis que limitem seu uso para preservar a segurança pública.
Ressa, que atua como copresidente do painel científico das Nações Unidas sobre IA, destacou a necessidade de os cidadãos pressionarem por regulamentações que assegurem a proteção da sociedade diante da manipulação provocada pelas tecnologias.
✨ “Pedir regulamentação não é uma questão de liberdade de expressão. É uma questão de segurança pública”, afirmou Ressa.
Ela identificou três ondas de evolução da inteligência artificial, explicando que a primeira afetou as redes sociais, polarizando sociedades e isolando indivíduos, enquanto a segunda se relacionou ao uso de chatbots que hackeiam nossa biologia. A última fase, segundo ela, envolve máquinas que não apenas simulam comportamentos humanos, mas agem em nosso nome.
Ressa criticou a ideia de que regulamentar a IA comprometeria a inovação, contradizendo a visão de que países como a China estabelecem mais salvaguardas do que as gigantes de tecnologia do Vale do Silício. Ela enfatizou a importância de responsabilizar as empresas pelo impacto que suas tecnologias causam na sociedade.
Ela elogiou medidas da União Europeia e da Austrália para implementar limites de idade em plataformas digitais, mas argumentou que isso não aborda a dependência que essas ferramentas criam entre adultos. Ressa propôs a criação de plataformas de comunicação seguras e descentralizadas, como o Rappler Communities, que promovem conversas reais e democráticas.
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