Chuvas impactam mercado do boi gordo em regiões pecuárias
Retenção de animais reduz pressão de oferta e mantém preços estáveis

As recentes chuvas em áreas chave da pecuária nacional estão afetando o mercado do boi gordo. Com a melhoria das pastagens, muitos produtores estão segurando os animais no campo, o que diminui a pressão de oferta.
Apesar disso, os frigoríficos continuam com estoques adequados e operam com ritmos de abate adequados, resultando em uma manutenção dos preços e movimentação lenta de negócios, conforme análise do Cepea no podcast Bom Dia do Boi Cepea.
Situação Regional da Pecuária
De forma geral, o mercado estava estagnado nesta quinta-feira (22), com pouca variação nos preços em várias regiões. Mesmo sem uma quantidade excessiva de gado disponível, as indústrias conseguem atender as programações de abate sem precisar aumentar o valor pago por arroba.
✨ No Pará, as chuvas recentes melhoraram as pastagens e levaram os pecuaristas a reter mais gado no pasto.
No Pará, as chuvas favoreceram a pastagem, levando à redução da oferta de gado à venda. Os pecuaristas estão retendo mais animais, e as escalas de abate no estado variam entre seis a 12 dias, com preços entre R$ 335 e R$ 345 por arroba.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a oferta de gado de pasto melhorou, prolongando as escalas de abate de cinco a 11 dias. Os preços na região variaram entre R$ 340 e R$ 345 por arroba.
Na região do Triângulo Mineiro, as indústrias de frigoríficos atuam com escalas confortáveis, resultando em movimentações discretas. O preço médio do boi gordo é de R$ 320,71 por arroba. Em São Paulo, o mercado também mostra liquidez baixa e os preços variam de R$ 345 a R$ 350 por arroba, com o indicador Cepea/Esalq fechando o dia com média à vista de R$ 345,45.
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