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Aeroportos brasileiros avaliam uso de antidrone para segurança aérea

Medidas deverão ser apresentadas até o meio do ano, segundo a Anac

Mariana Souza07 de abril de 2026 às 12:40
Aeroportos brasileiros avaliam uso de antidrone para segurança aérea

Diante do aumento de ocorrências de drones interrompendo voos nos aeroportos brasileiros, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está discutindo a implementação de sistemas antidrone. A previsão é que, até o primeiro semestre deste ano, uma solução seja formalizada.

Projeto piloto no aeroporto de Guarulhos será o primeiro a testar a tecnologia.

Em declaração, Tiago Farisntein, presidente da Anac, enfatizou a necessidade de entender as tecnologias disponíveis e seus operadores, seja a Polícia Federal ou as próprias empresas aeroportuárias. "Nos próximos meses, vamos apresentar uma proposta para estimular essa tecnologia", afirmou.

Buscando soluções internacionais

A complexidade do tema levou a Anac a consultar modelos de referência de países como Estados Unidos e Israel. O diálogo busca identificar como essas nações implementaram tecnologias de detecção e neutralização de drones nas áreas circunvizinhas aos aeroportos.

Além dos aspectos tecnológicos, o governo está atento aos desafios regulatórios, já que a imposição de novos sistemas pode resultar em custos consideráveis para os operadores aeroportuários. Isso exigirá revisões contratuais para manter a viabilidade econômica.

Experiência no aeroporto de Guarulhos

O plano inicial da Anac é testar a tecnologia no aeroporto de Guarulhos, que já enfrentou problemas com drones nas proximidades. Durante o feriado de Carnaval, o aeroporto foi fechado duas vezes devido à presença de vários drones, resultando em desvio de voos e atrasos significativos.

A proposta, gerida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, Anac e Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), visa a adoção de tecnologias que possam detectar drones em cenários críticos e, se necessário, neutralizá-los para prevenir incidentes durante operações de pouso e decolagem.

Embora as normas atuais já proíbam a operação de drones sem autorização do Decea nas áreas próximas aos aeroportos, as repetidas ocorrências têm levantado questionamentos sobre a segurança dos voos no Brasil.

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