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política
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Alemanha propõe restrições a licenças médicas após aumento significativo

Iniciativa visa combater o crescimento das ausências no trabalho

Gabriel Rodrigues11 de julho de 2026 às 03:15
Alemanha propõe restrições a licenças médicas após aumento significativo

A Alemanha registrou um aumento alarmante nas licenças médicas, com os trabalhadores afastando-se do trabalho por uma média de 19,5 dias por ano. O chanceler federal, Friedrich Merz, anunciou uma série de medidas para lidar com essa situação, que está afetando a economia do país.

A proposta de Merz, que será implementada em janeiro do próximo ano, inclui a proibição do atestado médico realizado por telefone. A nova regra exige que os trabalhadores sejam examinados por um médico no primeiro dia de ausência, dificultando a obtenção de licenças médicas.

Medidas visam restaurar a competitividade da economia alemã.

O panorama das licenças médicas

O sistema de licença médica na Alemanha é considerado um dos mais generosos do mundo, garantindo 100% do salário por até seis semanas, pago pelo empregador. Após esse período, o seguro de saúde assume o pagamento com uma cobertura de cerca de 70% do salário bruto.

Comparação global

Ao contrário da Alemanha, países como os Estados Unidos não possuem uma legislação federal que garanta licenças médicas remuneradas. Muitos trabalhadores americanos enfrentam a falta desse benefício, enquanto na Alemanha, a legislação é bastante protetiva.

Entretanto, as críticas sobre o alto número de licenças médicas têm sido frequentes. Políticos e empresários argumentam que o sistema atual estimula o absenteísmo, impactando negativamente a produtividade em um cenário de crescente concorrência global.

Fatores que contribuem para o aumento das licenças

Um dos fatores que impulsionaram o aumento das ausências é o novo sistema de atestados eletrônicos, que possibilita melhor rastreamento das licenças. Além disso, a pandemia de Covid-19 elevou a conscientização sobre a saúde pública, levando trabalhadores a se afastarem mais devido a resfriados e outras doenças.

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O aumento das licenças curtas é resultado de registros mais eficazes, mas também reflete mudanças no comportamento dos trabalhadores em relação à saúde

IGES Institut.

Além dos problemas físicos, doenças mentais também têm contribuído para o aumento das ausências, refletindo uma tendência que se intensificou no ambiente de trabalho atual.

Comparações com outros países

Comparando com outros países, a Alemanha tem uma média de 3,5 semanas de licença, que equivale a cerca de 24,5 dias. No entanto, países como Noruega e Espanha registram índices ainda mais elevados.

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