Quarenta e quatro associações instam a UE a usar instrumentos eficazes de defesa comercial.

Quarenta e quatro associações industriais na Europa solicitaram, na quinta-feira (8), que os membros da União Europeia tomem medidas imediatas contra práticas comerciais desleais atribuídas à China, apontando que essas práticas ameaçam a indústria manufatureira da UE e podem resultar em perda de empregos.
O apelo surge uma semana antes da cúpula dos líderes da UE em Bruxelas, onde a discussão se concentrará em como lidar com um déficit comercial com a China que ultrapassa 1 bilhão de euros (aproximadamente 1,12 bilhão de dólares) por dia.
✨ As associações reivindicam que a União Europeia utilize de forma mais eficaz seus instrumentos de defesa comercial e faça uma análise mais abrangente das cadeias de valor, evitando impactos negativos em países europeus como Grã-Bretanha, Noruega e Suíça.
Além disso, as associações afirmaram que a Comissão Europeia precisa de mais recursos humanos para processar as reclamações de maneira mais ágil e pedem o desenvolvimento de novas ferramentas para lidar com as distorções provocadas pelo governo.
Na cúpula, os líderes da UE discutirão propostas franco-alemãs recentes para ampliar a defesa comercial e a visita do Comissário Europeu do Comércio, Maroš Šefčović, a Pequim, que visa persuadir o governo chinês a reduzir as exportações para a UE em setores específicos, possivelmente incluindo veículos híbridos.
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Jornalista especializado em Política

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