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política
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Boulos alerta para riscos de atraso na mudança da jornada de trabalho

Ministro critica alternativas que podem dificultar avanço da proposta

Gabriel Azevedo12 de maio de 2026 às 10:00
Boulos alerta para riscos de atraso na mudança da jornada de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, expressou preocupações nesta terça-feira (12) sobre a possibilidade de o Congresso adotar uma abordagem que possa atrasar a proposta de alteração da jornada de trabalho para 6×1.

Durante uma entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, Boulos enfatizou que a Câmara dos Deputados pode optar por discutir uma proposta de emenda à Constituição (PEC), ao invés de priorizar o projeto urgente enviado pelo governo em abril deste ano.

O ministro alega que a diferença entre as tramitações das duas propostas é crucial para o processo.

Segundo ele, o envio da proposta com urgência constitucional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva é essencial, enquanto uma PEC não possui essa mesma urgência, deixando espaço para que a matéria avance na Câmara, mas fique estagnada no Senado.

Boulos alertou que, caso a PEC seja aprovada na Câmara, existe o risco de que se torne uma mera formalidade, 'dormindo em berço esplêndido' no Senado.

O ministro ainda criticou propostas em discussão no Congresso que sugerem uma redução gradual da jornada de trabalho ao longo de cinco anos, argumentando que isso apenas adia a implementação da medida.

Além disso, Boulos se posicionou contrariamente à proposta do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que visava compensações a empresários pela redução da carga horária.

Contexto da proposta

As declarações do ministro refletem a preocupação do governo com o andamento legislativo e a eficácia das propostas que visam modificar a jornada de trabalho no Brasil, destacando a necessidade de uma tramitação ágil.

A escolha do rito legislativo adotado pelo Congresso será fundamental para definir não apenas o prazo e o alcance da mudança, mas também sua viabilidade política.

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