Brasil atinge IDHM de 0,805 e entra no grupo de alto desenvolvimento
Dadosdo PNUD mostram progresso desigual entre raças e gêneros

O Brasil alcançou um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805 em 2024, marcando a primeira vez que o país entra no grupo de nações com muito alto desenvolvimento humano.
Os dados, divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) nesta terça-feira (26), revelam um crescimento do IDHM de 0,744 em 2012 para 0,805 ao longo de uma década.
O que é o IDHM?
O IDHM é uma métrica composta que avalia o desenvolvimento humano com base em três fatores principais: longevidade, educação e renda, com valores variando de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o nível de desenvolvimento humano de uma região.
✨ Apesar do avanço geral, a desigualdade persistiu, especialmente entre diferentes grupos raciais e de gênero.
A disparidade racial no Brasil é significativa: enquanto a população branca atinge um IDHM de 0,851, a população negra apresenta 0,774. O relatório destaca que a desigualdade racial é uma constante na história do Brasil, de acordo com o PNUD.
Da mesma forma, a diferença entre os gêneros é notável. Homens têm um IDHM de 0,802, enquanto o de mulheres é de 0,798, demonstrando que as mulheres continuam enfrentando desafios em comparação aos homens.
Evolução e Desigualdade
Em relação à desigualdade, o idhm ajustado pela renda do trabalho coloca o Brasil em uma situação de médio desenvolvimento humano em 2024. Apesar do progresso geral, o desenvolvimento humano não é representativo para todos os cidadãos.
Recorte Territorial
O relatório indica que todos os 27 estados brasileiros evidenciaram um progresso em comparação aos níveis pré-pandêmicos, com 10 estados alcançando o status de muito alto desenvolvimento humano.
O Distrito Federal lidera com um IDHM de 0,866, seguido por São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833). Os estados com os índices mais baixos incluem o Maranhão (0,745), Alagoas (0,746) e Acre (0,754).
Diferenças entre os Estados
- 1Expectativa de vida: Amapá - 74,32 anos; Distrito Federal - 79,75 anos
- 2População com ensino fundamental completo: Paraíba - 59,14%; Distrito Federal - 83,38%
- 3Renda domiciliar per capita: Maranhão - R$ 482,46; Distrito Federal - R$ 1.465,10
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