Voltar
política
2 min de leitura

Brasil atinge IDHM de 0,805 e entra no grupo de alto desenvolvimento

Dadosdo PNUD mostram progresso desigual entre raças e gêneros

Camila Souza Ramos26 de maio de 2026 às 11:30
Brasil atinge IDHM de 0,805 e entra no grupo de alto desenvolvimento

O Brasil alcançou um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805 em 2024, marcando a primeira vez que o país entra no grupo de nações com muito alto desenvolvimento humano.

Os dados, divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) nesta terça-feira (26), revelam um crescimento do IDHM de 0,744 em 2012 para 0,805 ao longo de uma década.

O que é o IDHM?

O IDHM é uma métrica composta que avalia o desenvolvimento humano com base em três fatores principais: longevidade, educação e renda, com valores variando de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o nível de desenvolvimento humano de uma região.

Apesar do avanço geral, a desigualdade persistiu, especialmente entre diferentes grupos raciais e de gênero.

A disparidade racial no Brasil é significativa: enquanto a população branca atinge um IDHM de 0,851, a população negra apresenta 0,774. O relatório destaca que a desigualdade racial é uma constante na história do Brasil, de acordo com o PNUD.

Da mesma forma, a diferença entre os gêneros é notável. Homens têm um IDHM de 0,802, enquanto o de mulheres é de 0,798, demonstrando que as mulheres continuam enfrentando desafios em comparação aos homens.

Evolução e Desigualdade

Em relação à desigualdade, o idhm ajustado pela renda do trabalho coloca o Brasil em uma situação de médio desenvolvimento humano em 2024. Apesar do progresso geral, o desenvolvimento humano não é representativo para todos os cidadãos.

Recorte Territorial

O relatório indica que todos os 27 estados brasileiros evidenciaram um progresso em comparação aos níveis pré-pandêmicos, com 10 estados alcançando o status de muito alto desenvolvimento humano.

O Distrito Federal lidera com um IDHM de 0,866, seguido por São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833). Os estados com os índices mais baixos incluem o Maranhão (0,745), Alagoas (0,746) e Acre (0,754).

Diferenças entre os Estados

  • 1Expectativa de vida: Amapá - 74,32 anos; Distrito Federal - 79,75 anos
  • 2População com ensino fundamental completo: Paraíba - 59,14%; Distrito Federal - 83,38%
  • 3Renda domiciliar per capita: Maranhão - R$ 482,46; Distrito Federal - R$ 1.465,10

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de política