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Brasil avança no IDHM e destaca desigualdades regionais

País segue grupo de alto desenvolvimento, mas desigualdades persistem.

Mariana Souza27 de maio de 2026 às 16:50
Brasil avança no IDHM e destaca desigualdades regionais

O Brasil atingiu um novo patamar no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), subindo para 0,805 e se juntando ao grupo de países com 'muito alto desenvolvimento humano'. Este é o maior índice já registrado desde o início da série histórica em 2012.

Esse avanço reflete a recuperação dos indicadores sociais que haviam caído devido à pandemia de Covid-19 em 2020 e 2021, quando o IDHM despencou. Em 2022, o índice foi de 0,788, seguido por 0,798 em 2023, demonstrando um progresso significativo após os desafios enfrentados.

A educação foi a dimensão que mais contribuiu para o aumento do IDHM, com uma evolução média anual de 1,35%.

Essas informações provêm de um estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em colaboração com o IBGE e a Fundação João Pinheiro. Apesar do resultado positivo, o relatório aponta que as desigualdades baseadas em raça, gênero e região permanecem acentuadas.

Desigualdades Persistentes

Quando levado em conta o ajuste à desigualdade, o IDHM nacional cai para 0,641, indicando que uma parte significativa da população vive em condições muito inferiores à média geral. O IDHM da população branca chega a 0,851, enquanto o da população negra é de apenas 0,774. Contudo, a diferença entre essas duas médias diminuiu ao longo da última década, passando de 14% em 2012 para 9% em 2024.

Em termos de gênero, o relatório revela uma discrepância na renda do trabalho, onde os homens possuem um IDHM ajustado de 0,802, enquanto as mulheres têm 0,798, evidenciando um acentuado desafio para a equidade de gênero.

Análise por Estados

A pesquisa também abrangeu os 27 estados e o Distrito Federal, onde todos atingiram pelo menos o patamar de 'alto desenvolvimento humano'. O Distrito Federal se destaca com o IDHM de 0,866, seguido por São Paulo, com 0,838. Em contrapartida, Maranhão e Alagoas apresentam os índices mais baixos, com 0,745 e 0,746, respectivamente.

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A marca de 0,805 é resultado de décadas de investimento público que melhoraram a vida da população, abrindo escolas e aumentando a renda, afirma Claudio Providas, chefe do PNUD no Brasil.

A coordenadora de Desenvolvimento Humano do PNUD, Betina Barbosa, enfatiza que o desafio futuro do Brasil é enfrentar as desigualdades de renda, gênero e raça, sugerindo que o desenvolvimento contínuo do país depende de políticas públicas inclusivas que foquem na população negra e nas mulheres.

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