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Brasil deve se adequar às normas da UE para acordos comerciais

Porta-voz da Comissão Europeia reforça a capacidade do Brasil

Gabriel Azevedo09 de junho de 2026 às 16:35
Brasil deve se adequar às normas da UE para acordos comerciais

O governo brasileiro possui a habilidade necessária para atender as exigências sanitárias da União Europeia, conforme afirmou Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, nesta terça-feira.

Gill destacou que o Brasil tem a capacidade industrial, o conhecimento e o poder econômico para alinhar-se aos padrões exigidos pelo bloco europeu. 'É uma questão de o Brasil demonstrar essa responsabilidade', enfatizou o porta-voz, que também mencionou a possibilidade de um acordo comercial robusto para a carne brasileira.

Atualização das normas europeias

Recentemente, a União Europeia alterou suas normas relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal, resultando na exclusão do Brasil da lista de países exportadores de produtos de origem animal. Essa nova regra entrará em vigor em 3 de setembro e inclui restrições sobre carnes, pescado e mel.

A UE argumentou que o Brasil não apresentou informações adequadas sobre o monitoramento do uso de antimicrobianos na criação de animais.

Olof Gill mencionou que as solicitações ao governo brasileiro para fornecer garantias sobre as normativas vêm sendo discutidas nos últimos três a quatro anos. Em contraste, os outros países do Mercosul continuam na lista de exportadores para o bloco europeu.

Perspectiva do acordo Mercosul-UE

Gill acredita que a atual situação não afetará negativamente o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Embora o tratado já tenha sido aprovado pela maioria dos membros da UE, ele ainda precisa passar pelo crivo do Parlamento Europeu. Os deputados solicitaram uma análise dos termos do acordo pelo Tribunal de Justiça da União Europeia antes da votação final.

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Estou 100% confiante de que o acordo tem base legal para ser endossado pela Corte

Olof Gill

Gill não indicou quanto tempo o tribunal levará para concluir sua avaliação, mas acredita que a oposição ao acordo é de natureza política, originada de alguns setores da sociedade, e não baseada em fatos. 'Os membros do Parlamento perceberão que o acordo traz benefícios e que seus temores são infundados', concluiu.

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