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Disputa por cotas agrícolas no Mercosul começa com Argentina e Uruguai

Conflito entre países do bloqueio expõe falta de consenso na alocação

Gabriel Azevedo26 de maio de 2026 às 10:15
Disputa por cotas agrícolas no Mercosul começa com Argentina e Uruguai

A recente entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia trouxe à tona a primeira disputa interna relacionada às cotas agrícolas, com Argentina e Uruguai sendo os protagonistas nesta controvérsia inicial.

Desde o início das operações comerciais em 1º de maio, ambos os países utilizaram o princípio do First-In, First-Out (FIFO) para preencher as cotas de exportação, o que resultou na rápida ocupação de volumes significativos para produtos como arroz e ovos.

A Argentina preencheu 100% da cota de ovos, enquanto o Uruguai garantiu 63% das 6.667 toneladas de arroz destinadas ao mercado europeu.

Conforme reportado por Valeria Csukasi, do Ministério de Economia e Finanças do Uruguai, o país, com um aproveitamento robusto, arrematou a maior parte da cota de arroz, enquanto a Argentina completou suas cotas no setor de ovos. O ministro argentino, Federico Sturzenegger, também destacou o crescimento nas exportações de mel, impulsionado pela nova plataforma digital lançada no país.

Consequências da Disputa

Esse episódio revelou uma lacuna significativa na falta de consenso sobre a distribuição interna das cotas agrícolas entre os membros do Mercosul. A estratégia FIFO favoreceu aqueles que foram mais ágeis ao registrar suas exportações, deixando outros, como os exportadores brasileiros, frustrados com a impossibilidade de obter novas licenças.

Visão Geral da Situação

O preenchimento das cotas até o momento sugere um esgotamento dos volumes disponíveis, principalmente para o Brasil, que ainda não conseguiu se adaptar à nova dinâmica de exportação. Sem um acordo sobre as alocações de cota, a competição entre os países deve persistir.

A incerteza quanto à divisão das cotas pode complicar ainda mais as futuras aberturas de mercado, ressaltando a necessidade de maior coordenação entre os membros do bloco para garantir o acesso ao mercado europeu de maneira justa e eficaz.

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