União Europeia impede importação de carne brasileira devido a padrões sanitários
Embaixador irlandês afirma que normas permanecerão rígidas

A União Europeia decidiu vetar as importações de carne e produtos de origem animal do Brasil. O embaixador irlandês em Brasília, Martin Gallagher, afirmou que o bloco não irá flexibilizar suas exigências sanitárias, que foram discutidas com as autoridades brasileiras por vários anos.
Regras Sanitárias e Impactos
Gallagher mencionou que as normas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal não são novas e que a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne foi uma decisão técnica. Ele enfatizou que cabe ao governo brasileiro tomar as providências necessárias para atender aos padrões exigidos pela União Europeia.
✨ O Brasil está impedido de exportar carne bovina, de frango e outros produtos a partir de 3 de setembro.
O que são antimicrobianos?
Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Em alguns casos, também são usados como promotores de crescimento, uma prática restrita pela legislação da União Europeia.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) expressou preocupações quanto à capacidade do Brasil de se adequar às novas exigências a tempo. O ciclo produtivo da pecuária bovina dificultaria essa adaptação.
Comparações e Diálogos
O embaixador comparou as exigências europeias às normas impostas pelo Brasil a produtos importados. Afirma que, assim como o Brasil não rebaixa seus padrões, a União Europeia também não fará o mesmo.
Embora o futuro das exportações ainda seja incerto, Gallagher acredita que um diálogo contínuo pode ajudar a resolver as questões pendentes antes da data de proibição das exportações.
Impactos do Acordo Mercosul-União Europeia
O embaixador apontou um aumento no comércio entre o Brasil e a União Europeia desde a implementação do acordo Mercosul-União Europeia, que entrou em vigor em maio. O Brasil registrou um incremento nas exportações para o bloco, embora ainda não seja possível atribuir isso exclusivamente ao acordo.
O acordo, que promove uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, foi assinado após mais de 25 anos de negociações e prevê a redução gradual de tarifas, além de estabelecer regras comuns para comércio e investimentos.
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