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política
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Brasil nega vistos a diplomatas dos EUA que questionariam urnas

Itamaraty rejeita pedidos em meio a polêmica sobre eleições

Gabriel Rodrigues25 de julho de 2026 às 12:00
Brasil nega vistos a diplomatas dos EUA que questionariam urnas

O governo brasileiro negou os pedidos de visto dos diplomatas Riley M. Barnes e Samuel Samson, enviados pelos Estados Unidos, que tinham como objetivo questionar a integridade do sistema eleitoral nacional. A negativa foi anunciada pelo Itamaraty nesta sexta-feira, um dia antes da divulgação de uma reportagem do 'Washington Post' que revelou a intenção da missão.

Motivação da Missão Diplomática

A viagem estava planejada para ocorrer a pouco mais de uma semana das eleições presidenciais agendadas para 4 de outubro. Fontes da diplomacia esclarecem que o Brasil é historicamente receptivo a observadores internacionais, mas a presença dos diplomatas americanos não se alinhava com esse propósito, já que seus objetivos eram vistos como questionadores do sistema.

A tentativa de enviar diplomatas dos EUA foi considerada pelos ministros do STF como uma interferência inaceitável nas instituições brasileiras.

Contexto Adicional

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, se reuniu com representantes de cerca de 40 países e levantou suspeitas infundadas sobre as urnas eletrônicas fabricadas por uma empresa venezuelana. Essas alegações já foram desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, a missão dos diplomatas foi descrita como 'escalanosa' e 'inusitada', gerando uma reação firmada dos ministros, que defendem a integridade do processo eleitoral brasileiro e a sua autonomia.

O Tribunal Superior Eleitoral também deve se pronunciar sobre essa tentativa de interferência externa, uma vez que o Brasil tem o direito de conduzir suas eleições sem influência estrangeira.

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