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Brasil pede saída de oficial americano após retaliação dos EUA

Movimento reflete ação de reciprocidade em meio a tensões diplomáticas

Tiago Abech22 de abril de 2026 às 20:05
Brasil pede saída de oficial americano após retaliação dos EUA

O Itamaraty anunciou nesta quarta-feira (22) a suspensão das atividades de um oficial americano no Brasil, em resposta a uma ação similar do governo dos Estados Unidos, que pediu a saída de um delegado brasileiro.

O comunicado do Ministério das Relações Exteriores foi menos agressivo em comparação à declaração anterior do Departamento de Estado americano, divulgada na segunda-feira (20). Contudo, na essência, ambos expressam a mesma intenção de reciprocidade diplomática.

Reciprocidade nas ações

Na terça-feira (21), a encarregada de negócios da embaixada dos EUA, Kimberly Kelly, foi convocada para esclarecimentos, onde o governo brasileiro informou, de maneira verbal, que um funcionário do governo americano precisaria deixar o país como consequência recente de interações entre os países. Essa decisão teve como pano de fundo a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem, na qual o delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, estava diretamente envolvido.

O Itamaraty reconheceu que os EUA também tinham agido sem notificação formal, caracterizando a reciprocidade de maneira similar.

Contexto Adicional

A suspensão do oficial estrangeiro está alinhada com a prática diplomática de reciprocidade que é adotada em casos semelhantes entre países.

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O governo brasileiro aplicará o princípio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal

Nota do Itamaraty

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, já havia alertado o oficial de ligação americano sobre a cassação de suas credenciais, um sinal claro de que ações mais severas estavam por vir, embora a expulsão oficial cabia a um pronunciamento do Itamaraty.

O desfecho deste incidente agora depende das autoridades dos EUA, que devem confirmar oficialmente se a ação contra o delegado brasileiro realmente ocorreu. Um assessor próximo ao presidente Lula afirmou que a resposta americana será crucial para definir os próximos passos do Brasil nessa questão.

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