Câmara dos Deputados aprova protocolo sobre democracia no Mercosul
Medidas incluem sanções em casos de ruptura democrática entre países-membros

A aprovação do Projeto de Decreto Legislativo 1290/13 pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2) marca um passo importante para a implementação do Protocolo de Montevidéu, conhecido como Ushuaia II, no Mercosul.
Esse protocolo introduz mecanismos que visam a consulta e a aplicação de sanções em casos de ameaças ou violações da ordem democrática entre os países que compõem o bloco. Agora, o texto seguirá para análise do Senado Federal.
Detalhes do Protocolo
Conforme estabelecido no protocolo, o presidente ou, na sua ausência, o ministro das Relações Exteriores de um país membro do Mercosul, terá a capacidade de convocar uma sessão especial do Conselho do Mercado Comum ao perceber a violação da ordem constitucional ou riscos para a legitimidade do governo.
Nesse contexto, o Mercosul deverá realizar consultas imediatas com as autoridades constitucionais do país em questão e empenhar esforços diplomáticos para restaurar a normalidade institucional.
Se as consultas não resultarem em soluções, os presidentes dos outros países podem consensualmente decidir sobre medidas proporcionais à gravidade da situação. As sanções podem incluir desde a suspensão da participação nos órgãos do Mercosul até o fechamento total ou parcial de fronteiras terrestres e limitações nas trocas comerciais, aéreas e marítimas.
✨ Medidas poderão impactar diretamente o fluxo comercial e logístico entre os países do Mercosul.
Impacto para o Setor Agropecuário
O Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai como membros permanentes, é uma plataforma essencial para o comércio regional e a integração logística. A implementação do protocolo, por sua natureza, afetará diretamente as fronteiras, o abastecimento e as relações comerciais.
No entanto, o texto aprovado não traz previsões específicas para setores, como o agropecuário, nem medidas urgentes para cadeias produtivas determinantes.
Antes de entrar em vigor, o protocolo ainda necessita ser ratificado pelas quatro nações, e seu impacto na operação do Mercosul será esperado até que isso ocorra.
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