Câmara dos EUA aprova lei de defesa com gasto recorde de US$ 1,15 trilhão
Investimento militar gera divisão entre democratas e republicanos

A Câmara dos Deputados dos EUA autorizou um investimento inédito de US$ 1,15 trilhão para as Forças Armadas. O projeto, conhecido como NDAA, passou com um apertado placar de 216 a 212 votos, refletindo a atual divisão partidária.
Os democratas levantaram séria preocupação em virtude do elevado custo da proposta, especialmente em um contexto em que medidas de austeridade em programas sociais estão sendo adotadas sob o governo republicano. O cenário é agravado pela continuação da controvertida guerra no Irã, que já consumiu cerca de US$ 37,5 bilhões.
✨ A NDAA é aprovada pelo Congresso há 65 anos consecutivos, sendo uma das legislações mais relevantes em termos de defesa.
Os republicanos argumentaram que esse investimento é crucial para armar e apoiar as tropaz, inclusive oferecendo aumentos salariais e construindo moradias. Além disso, a inclusão de uma cláusula que expande a cooperação militar com Israel levantou mais objeções entre os democratas, que pedem cautela em relação ao número de civis palestinos afetados pelos conflitos.
As discussões sobre o NDAA enfrentam barreiras adicionais no Senado, onde a proposta pode se tornar ainda mais controversa ao se conectar com a 'Save America Act', uma legislação proposta por Trump para apertar as restrições de voto. A clareza sobre como essa manobra impactará a NDAA ainda é incerta.
Contexto
Historicamente, a NDAA é considerada uma prioridade bipartidária no Congresso, mas as crescentes divisões sobre gastos militares e apoio internacional estão colocando essa tradição em risco.
O próximo passo envolve a negociação entre a Câmara e o Senado para chegar a um acordo que poderá ser submetido à sanção do presidente. O panorama para a aprovação final ainda é incerto, dado o clima político polarizado.
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