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política
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Câmara pode suspender Marcos Pollon por ocupação da Mesa Diretora

Deputado enfrenta penalidades após tumulto envolvendo Jair Bolsonaro

Mariana Souza05 de maio de 2026 às 22:10
Câmara pode suspender Marcos Pollon por ocupação da Mesa Diretora

O deputado Marcos Pollon, do PL-MS, pode ser suspenso por dois meses após a aprovação de um relatório pelo Conselho de Ética da Câmara, consequência da sua participação em um tumulto no plenário em agosto de 2025.

O parecer, elaborado pelo relator Moses Rodrigues (União-CE), também recomenda a suspensão de outros deputados, como Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC), com cada caso sendo votado separadamente.

A representação contra Pollon estava relacionada a declarações difamatórias e obstrução do acesso ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Pollon e os outros deputados têm a opção de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e caso o recurso não seja aceito, o caso será levado ao plenário para uma decisão final.

O episódio em questão ocorreu após a determinação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, momento em que o presidente da Câmara foi impedido de iniciar os trabalhos devido à obstrução.

Reações e Defesa dos Deputados

Zé Trovão afirmou que estava enfrentando uma injustiça, alegando que suas ações visavam pressionar pela anistia de condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro e não tinham a intenção de incitar violência.

Marcel Van Hattem defendeu que não há ilegalidade em ocupar uma poltrona destinada a outro deputado, sustentando que a atitude foi pacífica e no exercício do direito de reunião.

Marcos Pollon, por sua vez, destacou que a ocupação da Mesa se ampara na imunidade parlamentar e que suas ações não extrapolaram os limites do decoro.

Contexto do Conflito

O tumulto começou após a decisão do STF que resultou na prisão preventiva de Bolsonaro, o que levou à fragilidade de Hugo Motta no comando da Casa e a uma possível suspensão cautelar de deputados.

Após o incidente, a Mesa Diretora pautou um projeto para modificar o Regimento Interno da Câmara e estabelecer punições para obstruções físicas, embora a proposta ainda não tenha avançado no plenário.

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