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política
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Câmara recomenda suspensão de Marcos Pollon por ofensas a Hugo Motta

Decisão segue após declarações polêmicas sobre o presidente da Câmara.

Acro Rodrigues09 de junho de 2026 às 15:10
Câmara recomenda suspensão de Marcos Pollon por ofensas a Hugo Motta

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (9), uma recomendação de suspensão de três meses para o deputado Marcos Pollon (PL-MS) por declarações consideradas desrespeitosas em relação ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Com um resultado de 9 votos a 4, a decisão agora pode ser contestada por Pollon na Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no plenário, que terá a palavra final sobre o assunto.

Histórico de queixas contra Pollon

Este não é o primeiro episódio que envolve Pollon. Ele já havia enfrentado uma recomendação de suspensão anterior, aprovada pelo Conselho, devido a sua atuação enquanto membro da Mesa Diretora, quando dificultou o andamento dos trabalhos legislativos em agosto de 2025. Naquela ocasião, a penalidade sugerida foi de dois meses, mas a análise ainda está pendente.

Ofensas durante protesto

O atual caso surge após Pollon ter feito declarações ofensivas durante um protesto em Campo Grande (MS). Ao manifestar seu descontentamento quanto à falta de pauta de um projeto de anistia aos participantes da tentativa de golpe em 8 de janeiro, ele fez comentários depreciativos sobre Motta, incluindo frases de conteúdo agressivo e desrespeitoso.

"

"Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m."

Marcos Pollon

Pollon defendeu-se afirmando que suas palavras não configurariam quebra de decoro parlamentar e que não existiam evidências claras que comprovassem sua suposta desobediência.

Posicionamento do relator

O deputado Ricardo Maia (MDB-BA), relator do caso, argumentou que a imunidade parlamentar não se aplica a comportamentos que atentam contra a dignidade da Casa. Ele destacou que existe uma linha tênue entre crítica política e ofensas pessoais, sendo estas últimas inaceitáveis no debate democrático.

A suspensão recomendada foi de três meses em razão da quebra de decoro parlamentar.

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