Câmara recomenda suspensão de Marcos Pollon por ofensas a Hugo Motta
Decisão segue após declarações polêmicas sobre o presidente da Câmara.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (9), uma recomendação de suspensão de três meses para o deputado Marcos Pollon (PL-MS) por declarações consideradas desrespeitosas em relação ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Com um resultado de 9 votos a 4, a decisão agora pode ser contestada por Pollon na Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no plenário, que terá a palavra final sobre o assunto.
Histórico de queixas contra Pollon
Este não é o primeiro episódio que envolve Pollon. Ele já havia enfrentado uma recomendação de suspensão anterior, aprovada pelo Conselho, devido a sua atuação enquanto membro da Mesa Diretora, quando dificultou o andamento dos trabalhos legislativos em agosto de 2025. Naquela ocasião, a penalidade sugerida foi de dois meses, mas a análise ainda está pendente.
Ofensas durante protesto
O atual caso surge após Pollon ter feito declarações ofensivas durante um protesto em Campo Grande (MS). Ao manifestar seu descontentamento quanto à falta de pauta de um projeto de anistia aos participantes da tentativa de golpe em 8 de janeiro, ele fez comentários depreciativos sobre Motta, incluindo frases de conteúdo agressivo e desrespeitoso.
""Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m."
Pollon defendeu-se afirmando que suas palavras não configurariam quebra de decoro parlamentar e que não existiam evidências claras que comprovassem sua suposta desobediência.
Posicionamento do relator
O deputado Ricardo Maia (MDB-BA), relator do caso, argumentou que a imunidade parlamentar não se aplica a comportamentos que atentam contra a dignidade da Casa. Ele destacou que existe uma linha tênue entre crítica política e ofensas pessoais, sendo estas últimas inaceitáveis no debate democrático.
✨ A suspensão recomendada foi de três meses em razão da quebra de decoro parlamentar.
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