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política
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Carlos Viana anuncia votação final da CPMI do INSS após decisão do STF

Senador se pronuncia sobre o relatório que propõe indiciamento de mais de 220 pessoas

Camila Souza Ramos26 de março de 2026 às 22:45
Carlos Viana anuncia votação final da CPMI do INSS após decisão do STF

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir contra a prorrogação da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que preside o colegiado, anunciou que o relatório final da comissão deverá ser lido e votado nesta sexta-feira (27).

"O relatório será apresentado amanhã e espero que seja votado no mesmo dia, mas isso vai depender do desenvolvimento das discussões. Celebramos uma CPMI que trouxe resultados significativos na história do Brasil", declarou Viana.

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Se não for aprovado, desde já quem perde não somos nós, porque o dono do relatório que é o povo brasileiro, os aposentados de todo o país sabem exatamente o que aconteceu e quem blindou ladrões de aposentados

Carlos Viana.

O senador também mencionou que, caso haja pedidos de vista que exijam mais tempo para análise, ele convocará uma reunião de emergência no sábado (28), data limite para conclusão dos trabalhos da CPMI.

Indiciamento e críticas do STF

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), revelou que o documento final solicitará o indiciamento de mais de 220 envolvidos no esquema de fraudes do INSS.

Viana, ao comentar a decisão do STF, destacou que esta representa o "fim do sonho dos aposentados". Ele defendeu o trabalho da comissão, reafirmando que as conclusões apresentadas levarão conhecimento ao sistema judiciário.

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Nós tivemos o maior cuidado, especialmente na questão dos dados particulares… Se alguém tentou vazar, não conseguimos identificar

Carlos Viana.

Durante a sessão, o ministro Gilmar Mendes criticou veementemente as quebras de sigilo autorizadas pela CPMI, rotulando-as como ilegais e afirmando que os vazamentos de informações são inaceitáveis, desafiando os componentes da CPMI a reconhecerem a inconstitucionalidade da medida.

O relator do processo no STF, André Mendonça, havia dado um prazo para que o Congresso deliberasse sobre a extensão do funcionamento da comissão, mas o plenário decidiu derrubar sua determinação.

Contexto

Os parlamentares alegaram que os requisitos constitucionais para a prorrogação da CPMI haviam sido cumpridos, mas a leitura do pedido não foi realizada, inviabilizando a continuação das investigações.

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