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política
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Caso Master desafia futuras indicações de Jorge Messias ao STF

Polícia Federal impacta articulações políticas do governo Lula

Fernanda Lima19 de junho de 2026 às 19:00
Caso Master desafia futuras indicações de Jorge Messias ao STF

A operação da Polícia Federal que investiga o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula, pode complicar uma nova tentativa de recondução de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de não inviabilizar a indicação, o episódio adiciona um desafio político em um momento crucial para o governo.

Wagner desempenha um papel fundamental na articulação política do Planalto, principalmente na negociação com os senadores e na construção de relações com a presidência do Senado, atualmente ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP). O governo busca reverter a rejeição sofrida em abril, quando Messias foi derrotado por 42 votos a 34.

O desgaste da operação da PF é considerado um obstáculo extra para uma indicação já delicada.

No entanto, dentro do Planalto, há divisões sobre o impacto da investigação. Alguns líderes do governo acreditam que o efeito direto sobre a possível nova candidatura de Messias pode ser minimizado, citando o apoio de Alcolumbre a Wagner. Por outro lado, há quem sugira que Wagner poderia deixar sua posição de liderança para evitar contaminações na relação do governo com o Senado.

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Embora haja pressões, Messias continua a manter seu apoio a Wagner

fonte próxima ao advogado-geral.

Do lado da oposição, especialmente os bolsonaristas, a expectativa é de que utilizarão o caso para dificultar a apreciação da indicação de Messias ao STF, tentando vincular sua nomeação ao desgaste de Wagner.

Assim, a capacidade de articulação do governo será realmente desafiada se Lula decidir avançar com a nova indicação. Nomes como Randolfe Rodrigues (PT-AP), Rogério Carvalho (PT-SE) e Otto Alencar (PSD-BA), próximos de Wagner, poderão receber um papel mais ativo na busca de votos essenciais para a aprovação.

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