Governadora enfrenta resistência do Planalto para socorro ao banco

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), está em busca de estabelecer um canal de comunicação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir a delicada situação financeira do Banco de Brasília (BRB). No entanto, assessores próximos ao presidente indicam, sob condição de anonimato, que o governo federal não planeja oferecer assistência ao banco neste momento.
Os interlocutores de Lula negaram um encontro com Celina atualmente, citando o desgaste político decorrente do escândalo envolvendo o Master. A preocupação é que qualquer associação do Planalto à crise do BRB, acentuada por operações durante a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), possa gerar mais complicações para o governo federal.
✨ Celina Leão destaca a importância de dialogar, mas enfrenta dificuldades com o Planalto.
Mesmo reconhecendo os desafios nas conversações, a governadora afirmou que continua esperando um retorno de potenciais interlocutores que poderiam ajudar a facilitar o diálogo com o governo. Um dos aliados que Celina acionou foi Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, para que intercedesse junto a Lula.
A crise financeira do BRB está se desenrolando em um contexto de crescente tensão entre Celina e o ex-governador Ibaneis Rocha. Os dois, que outrora mantinham uma relação próxima, agora experimentam um afastamento, com Ibaneis manifestando incômodo diante da postura da atual governadora e avaliando suas opções para as próximas eleições, sinalizando uma possível ruptura.
Os assessores do Planalto observam esse distanciamento como algo que pode ajudar Celina a se desvincular da crise do BRB, criando uma narrativa que não a associe aos problemas financeiros do banco.
"Sucessão jamais será submissão. Não será mesmo um governo de continuidade. Se eu fosse a governadora, jamais teria um escândalo do Master.”
Celina reafirmou seu compromisso em manter a transparência, mencionando que enviou todas as auditorias do BRB para a Polícia Federal e o Ministério Público. Apesar do quadro de tensão, a governadora relativizou os riscos de um rompimento com o MDB, afirmando que o partido ainda possui espaço no cenário político e que a posição de Ibaneis é mais pessoal.
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