Ex-chanceler classifica fala do presidente dos EUA como 'contraditória' e aponta a Meta como responsável por tentar fraudar eleições.

O ex-chanceler Celso Amorim, assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, qualificou como "contraditória" a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito das eleições no Brasil. Para Amorim, Trump está "mal informado" e, segundo ele, a verdadeira tentativa de fraudar a eleição foi realizada pela empresa Meta, responsável por plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp.
"Ele [Trump] está mal informado. Declaração contraditória, depois diz que gosta do Lula. Quem tentou fraudar a eleição foi a Meta, obstruindo e restringindo as nossas colocações. Só se ele está se referindo à Meta", afirmou Amorim em entrevista ao G1.
No mesmo dia, Trump foi questionado sobre a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial contra Lula, que se reelegerá. Sem apresentar provas, Trump afirmou que a eleição no Brasil "pareceu mais uma eleição fraudada".
✨ Lula venceu Flávio por 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio obteve 48,21%.
Após a derrota, Flávio Bolsonaro declarou que não reconhece o resultado e que recorrerá à Justiça para pedir a anulação do pleito. Ele contestou também a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação, alegando que a medida comprometeu a igualdade entre eleitores.
A extensão do horário de votação foi implementada após dificuldades enfrentadas por eleitores em diversas regiões, com a campanha de Lula mencionando falhas no transporte público e a equipe de Flávio solicitando a prorrogação principalmente em cidades afetadas por chuvas fortes.
Apesar da prorrogação, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que apenas 35 mil pessoas votaram após às 17h. Lula atualmente tem uma vantagem de 4,4 milhões de votos sobre Flávio.
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