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política
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CPMI do INSS propõe indiciamento de mais de 200 indivíduos, incluindo Fábio Luís Lula da Silva

Relatório final da CPMI sugere aplicação de medidas legais a políticos, ex-ministros e operadoras do esquema de fraudes.

Gabriel Azevedo27 de março de 2026 às 13:35
CPMI do INSS propõe indiciamento de mais de 200 indivíduos, incluindo Fábio Luís Lula da Silva

Na última sexta-feira, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, iniciou a leitura do relatório conclusivo de suas atividades, que sugere o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre as quais estão parlamentares, ex-ministros e dirigentes de diferentes entidades, além de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como 'Lulinha', filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pessoas sob investigação

O relatório destaca vários indivíduos, como Fábio Luís Lula da Silva, que, segundo a CPMI, teria recebido transferências do 'Careca do INSS', importantíssimo no esquema de descontos indevidos, através de Roberta Luchsinger, próxima ao filho do presidente.

Inúmeros ex-ministros, como José Carlos Oliveira, Carlos Lupi, e José Sarney Filho, estão entre os indiciados.

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O relator descreve o antigo ministro Carlos Lupi como alguém que promoveu omissões deliberadas e blindagem política dentro do INSS

Alfredo Gaspar

Sobre a CPMI do INSS

A CPMI foi instaurada em resposta a suspeitas de cobranças indevidas a benefícios previdenciários, tendo começado suas atividades em agosto de 2025.

Entre os políticos enfrentando indiciamento estão Euclydes Pettersen e Gorete Pereira, além do senador Weverton Rocha, caracterizados como líderes dentro da organização criminosa.

  • 1Fábio Luís Lula da Silva – empresário
  • 2José Carlos Oliveira (Mohamad Andrade) – ex-ministro do Trabalho
  • 3Euclydes Pettersen – deputado federal
  • 4Gorete Pereira – deputada federal
  • 5Carlos Roberto Ferreira – presidente da Conafer

O relator também mencionou diretores de bancos, como Daniel Vorcaro, do banco Master, que falhou em sua supervisão e facilitou as fraudes.

Durante os trabalhos, a CPMI lidou com um intenso conflito, com parlamentares da oposição questionando a condução dos trabalhos e gerando um clima tenso durante a leitura do relatório. A sessão chegou a ser suspensa, mas os trabalhos retomaram rapidamente.

Apesar de o relatório ter 4.400 páginas, ele ainda precisa ser ratificado pela comissão, que decidirá se aceitará as recomendações de indiciamento feitas por Gaspar.

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