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política
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Crise entre Brasil e Israel aumenta após prisão de Thiago Ávila

Itamaraty evita ruptura total, apesar de tensões diplomáticas.

Gabriel Rodrigues06 de maio de 2026 às 21:40
Crise entre Brasil e Israel aumenta após prisão de Thiago Ávila

A detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel provocou uma crise significativa nas relações diplomáticas entre o Brasil e Israel. Embora as tensões tenham se intensificado, o Itamaraty afirma que não há planos para um rompimento definitivo com Tel Aviv.

Durante um encontro realizado na quarta-feira, 6, representantes do governo de Lula expressaram a parlamentares e aos aliados de Ávila que a relação entre os dois países está em seu pior estado, uma avaliação corroborada por vários participantes.

A relação Brasil-Israel está pior do que nunca, alertam diplomatas.

Entre os presentes estavam membros do movimento em apoio à Palestina, além da esposa de Thiago, Lara Souza, e diversos deputados do PSOL, como Luizianne Lins, Sâmia Bomfim, Fernanda Melchionna, Tarcisio Motta e Érika Kokay. Os diplomatas relataram que estão buscando formas viáveis dentro da diplomacia para assegurar a libertação de Ávila, incluindo a possibilidade de que seu caso chegue ao Supremo Tribunal de Justiça de Israel, um passo que poderia facilitar sua liberação.

Tensão Bilateral

As críticas do presidente Lula à ofensiva israelense em Gaza e o posicionamento do Brasil sobre violações de direitos humanos contribuíram para a escalada das tensões diplomáticas.

Apesar da gravidade da situação, especialistas do Ministério das Relações Exteriores avaliam que uma ruptura oficial levaria a consequências negativas significativas para o Brasil, como a perda de canais institucionais de comunicação e a interrupção de acordos estratégicos existentes. As colaborações entre Brasil e Israel abrangem áreas como defesa, tecnologia, segurança e agronegócio, e sua interrupção poderia aumentar a dependência do Brasil em relação aos Estados Unidos para acesso a tecnologias.

A deputada Fernanda Melchionna expressou preocupação com a situação de Ávila, destacando que, embora o governo reconheça sua prisão como injusta, ele continua detido. O presidente Lula também criticou publicamente a detenção, chamando-a de "ação injustificável".

Thiago Ávila foi capturado pelo Exército israelense enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e atualmente se encontra em isolamento. Sua prisão foi estendida até o próximo domingo, enquanto o espanhol-palestino Saif Abu Keshek também está detido sob acusações semelhantes.

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