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Dario Durigan discute renegociação de dívidas do agronegócio

Ministro propõe solução colaborativa com o Congresso durante audiência pública.

Mariana Souza17 de junho de 2026 às 12:35
Dario Durigan discute renegociação de dívidas do agronegócio

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com deputados da bancada ruralista nesta quarta-feira (17) para abordar a renegociação de dívidas do setor agropecuário, destacando a intenção do governo de oferecer apoio ao agronegócio nacional.

Durante a audiência pública na Câmara dos Deputados, Durigan assegurou que a administração está disposta a encontrar uma solução colaborativa com o Congresso, mas com cautela. "Minha preocupação é errar a dose da ajuda. Se for autorizativo e o governo estender a mão a quem não precisa, estou aberto a fechar um acordo dentro do enquadramento proposto", declarou.

Mais de 90% do agronegócio brasileiro não enfrenta problemas de endividamento.

O ministro enfatizou a importância de direcionar recursos financeiros, como linhas de crédito subsidiadas, para as áreas com maior inadimplência, evitando comprometer o orçamento primário dos ministérios.

Opiniões no Congresso

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, expressou que é necessário estabelecer limites às propostas de socorro ao agronegócio. Ele argumentou que as demandas da bancada ruralista não podem ser atendidas indiscriminadamente, mencionando a preocupação com o impacto financeiro dessas medidas.

O tema da renegociação de dívidas, tratado como "pauta-bomba" pelo governo, gerou tensões significativas entre a administração e o Legislativo. Estas iniciativas custariam até R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.

Entenda a Pauta-Bomba

Uma pauta-bomba refere-se a propostas legislativas que criam altas despesas, pressionando as contas públicas e afetando a arrecadação federal.

O projeto, previamente aprovado pelo Senado, ainda precisa da aprovação da Câmara e da sanção presidencial. Ele visa beneficiar produtores afetados por desastres climáticos ou questões econômicas internacionais.

Apesar do custo elevado, a Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária sugere que o impacto real seria de R$ 65 bilhões em 13 anos, começando com R$ 5 bilhões no primeiro ano e reduzindo para R$ 500 milhões no último.

Dario Durigan já manifestou que o governo pretende vetar qualquer iniciativa que acarrete gastos excessivos e poderá até recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar de pautas-bomba.

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