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Defesa de Jaques Wagner contesta busca em sua residência

Senador alega erros na decisão que autorizou ação da PF

Tiago Abech22 de junho de 2026 às 18:25
Defesa de Jaques Wagner contesta busca em sua residência

A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira, 22, visando anular a decisão que permitiu a busca e apreensão em sua residência durante a nona fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal na última quinta-feira, 18.

Circunstâncias da Investigação

A fase do inquérito que envolve o senador investiga uma suposta conexão ilícita entre Wagner, Daniel Vorcaro e Augusto Lima, antigos dirigentes do Banco Master. Segundo informações da Polícia Federal, as suspeitas sobre Wagner se concentram em três áreas principais: a aquisição, através de empresas ligadas ao grupo investigado, de um apartamento luxuoso em Salvador, transferências financeiras relacionadas à BN Financeira, que está atrelada à família do senador, e sua atuação no Senado em favor de interesses do Banco Master, como mudanças nas normas do crédito consignado e propostas sobre o Fundo Garantidor de Créditos.

A defesa afirma que a única emenda de Wagner sobre o Banco Master buscava proteger consumidores, contrariando interesses do banco.

O advogado argumenta que a decisão que autorizou a busca é errônea e defende que Wagner nunca atuou em favor de Vorcaro ou do Banco Master. Para sustentar seu ponto, menciona que a única emenda proposta por Wagner sobre o assunto visava limitar os juros e proteger os consumidores, o que vai contra os objetivos do banco.

Além disso, a defesa destaca que Wagner se opôs à 'Emenda Master', proposta por Ciro Nogueira (PP-PI) e outros parlamentares, que buscava aumentar o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, favorecendo a instituição em dificuldades financeiras.

O advogado também ressalta que o relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirmou que não foi contatado por Wagner a respeito do tema.

Por fim, o documento ressalta que os valores encontrados na casa de Wagner têm origem legal comprovada, sendo parte de diárias do Senado para viagens internacionais, além de recursos obtidos através de operações oficiais com instituições financeiras.

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