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política
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Jaques Wagner é investigado na 9ª fase da Operação Compliance Zero

Senador é acusado de receber propinas em troca de favores políticos

João Pereira18 de junho de 2026 às 10:05
Jaques Wagner é investigado na 9ª fase da Operação Compliance Zero

O senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado, se tornou alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, após uma decisão do ministro André Mendonça do STF, com base em dados apresentados pela Polícia Federal.

Esta investigação, que visa desvendar um esquema de fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master, levanta suspeitas de que Wagner teria recebido vantagens indevidas, como R$ 3,5 milhões e um apartamento luxuoso em troca de ações no Congresso.

Aproximação com o banqueiro

Documentos revelam que Wagner manteve uma relação estreita com Augusto Lima, banqueiro e proprietário do Banco Pleno, que é considerado aliado estratégico de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Essa conexão, conforme a decisão judicial, poderia ter favorecido negociações secretas para proteger interesses privados.

Mensagens obtidas pelo celular de Augusto Lima contribuíram para o avanço da apuração, revelando a dinâmica do suposto esquema.

A operação da PF inclui uma vasta gama de evidências, como mensagens, áudios, documentos financeiros e registros empresariais, que visam elucidar a suposta relação entre Wagner e os grupos financeiros investigados.

A 'Emenda Master' e as contrapartidas

As investigações também questionam se o senador favoreceu projetos de interesse do grupo, incluindo a chamada 'Emenda Master', além de propostas que ampliavam o limite de crédito consignado, área de forte atuação do grupo de Vorcaro e Lima.

Os investigadores identificaram, entre os benefícios recebidos por Wagner, a quantia de R$ 3,5 milhões, um apartamento de luxo avaliado em mais de R$ 2,4 milhões e o uso de jatos particulares, além de convites para eventos de alto perfil.

Investigação em andamento

Os detalhes da decisão do ministro apontam que os valores investigados não foram transferidos diretamente a Wagner, mas consistem em movimentações de uma empresa ligada à sua família. Esta nova fase, marcada por ações de busca e apreensão, busca ampliar o alcance da apuração sobre o fluxo financeiro do Banco Master.

A Operação Compliance Zero já havia gerado prejuízos de aproximadamente R$ 12 bilhões e resultou na liquidação do Banco Pleno, medida imposta pelo Banco Central.

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