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política
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Deputado Lindbergh Farias pede investigação sobre Flávio Bolsonaro

Pedido fundamentado em notas fiscais suspeitas e ligações com o Banco Master

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 13:50
Deputado Lindbergh Farias pede investigação sobre Flávio Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou na quarta-feira, 22, uma solicitação à Polícia Federal requerendo a investigação sobre possíveis vínculos entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e empresas associadas ao empresário Daniel Vorcaro, que controla o Banco Master.

Essa ação decorre de uma reportagem do Metrópoles, que revelou a emissão de três notas fiscais totalizando 1,5 milhão de reais emitidas pelo escritório de advocacia de Flávio para empresas citadas nas investigações relacionadas ao Banco Master.

Lindbergh pediu que o caso seja vinculado a inquéritos já em andamento pela Polícia Federal.

Na representação, Lindbergh aponta que a emissão de notas fiscais de altos valores pode indicar irregularidades que só uma investigação formal, com acesso a informações sob sigilo, pode esclarecer. Ele enfatiza a necessidade de investigar se esses documentos correspondem a serviços realmente prestados e se sua emissão e subsequente cancelamento poderiam ter sido utilizados para disfarçar repasses de recursos.

O deputado menciona a possibilidade de que esses atos tenham conexão com crimes como lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, além de infrações contra a ordem tributária. Como Flávio possui foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, a solicitação orienta que a investigação inicie por pessoas e empresas sem esse privilégio.

O documento também pede que, caso surjam evidências contra o senador, as informações sejam prontamente encaminhadas à Procuradoria-Geral da República para as devidas medidas no STF.

Contexto

Recentemente, o Metrópoles divulgou que o escritório de Flávio emitiu notas fiscais de 500 mil reais para a Copenhagen, que foram canceladas, e uma nota adicional de 500 mil reais para a Contábil Correa, que não apresenta cancelamento.

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Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade, afirmando que as notas canceladas estavam relacionadas a um contrato que não se concretizou e afirma não ter conhecimento de ligações entre as empresas e o Banco Master.

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