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Justiça
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PGR descarta nova delação de ex-CEO do Banco Master e avança em investigações

Daniel Vorcaro tem poucas chances de colaborar com a Justiça

Tiago Abech16 de junho de 2026 às 11:20
PGR descarta nova delação de ex-CEO do Banco Master e avança em investigações

A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que as possibilidades de um novo acordo de delação premiada com Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, estão esgotadas. A PGR rejeitou uma terceira proposta feita por Vorcaro após esta ter sido inicialmente negada pela Polícia Federal.

Investigadores afirmam que Vorcaro não demonstrou disposição em colaborar, especialmente ao não se comprometer em desvendar o esquema e identificar os responsáveis pela fraude de bilhões de reais. Para o procurador-geral, Paulo Gonet, o banqueiro não forneceu indícios de que estaria disposto a restituir os valores desviados, que somam aproximadamente 52 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Crédito.

Gonet espera que Vorcaro devolva ao menos 60 bilhões de reais.

Nos bastidores, acredita-se que uma negativa definitiva por parte da PF e da PGR em relação à delação não irá obstruir as investigações, já que existem evidências suficientes para levar adiante os inquéritos. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator do caso do Banco Master, também avalia que delações pouco consistentes não prevaleceriam em sua análise, porém, ele optou por ser cauteloso e aguardar o desfecho das negociações antes de tomar decisões.

Além de obter dados de oito celulares, os investigadores contam com diversas quebras de sigilo, incluindo aquelas contra o senador Ciro Nogueira e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Ambos são investigados por suspeitas de envolvimento no esquema fraudulento.

Outras duas delações estão sendo consideradas pelos investigadores: a do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, e de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Para finalizar as discussões com Vorcaro, a PGR deseja concluir a elaboração de uma denúncia ao STF antes das eleições gerais.

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