Disputa por presidência da Cemig agita setor elétrico com novos nomes
Diferentes candidatos surgem para a leadership da estatal mineira

Com a saída iminente de Reynaldo Passanezi da presidência da Cemig programada para o fim deste mês, a disputa por seu sucessor já gera agitação nos bastidores do setor elétrico e da política mineira.
Alexandre Ramos, que atualmente preside a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), é o nome mais cotado para assumir a liderança da estatal. Seu destaque aumentou especialmente após elogios do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a figura política que promove gestos em favor do governo de Minas onde o governador Mateus Simões, adversário do PT, é pré-candidato à reeleição.
✨ Os elogios de Silveira são vistos como uma articulação para alinhar apoio em torno de um candidato à presidência da Cemig.
Além de Ramos, outros nomes começam a ser considerados para integrar o conselho da companhia, sugerindo uma possível reestruturação mais ampla na governança da Cemig. Os candidatos ligados à Amazonas Energia estão ganhando destaque no cenário atual de transferência de controle da distribuidora para a Âmbar, parte do grupo J&F.
Entre os nomes em evidência, Márcio Zimmermann, ex-ministro de Minas e Energia e atual diretor-presidente da Amazonas Energia, e Maria do Socorro Gama da Silva, diretora administrativa da empresa, já foram formalmente indicados para o conselho, a ser discutido em assembleia marcada para 30 de abril.
- 1Gustavo Barbosa, ex-secretário de Fazenda de Minas Gerais, surge como outra opção.
- 2Marney Tadeu Antunes, vice-presidente de distribuição da Cemig, também é lembrado como potencial candidato.
Esse processo de escolha ocorre em um momento decisivo para a Cemig, que continua sendo uma das poucas estatais de distribuição de energia no país, com um valor de mercado que chegou a R$ 40 bilhões, e apresenta um ambitie plano de investimentos de R$ 44 bilhões entre 2026 e 2030.
Ainda não houve confirmação de informações pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e a Amazonas Energia não retornou solicitações de comentários até o fechamento deste artigo. A Cemig e o Ministério de Minas e Energia também optaram por não se manifestar.
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