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política
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Eleitores independentes podem definir resultado das eleições

Grupo representa 32% do eleitorado e influência decisiva na candidatura

João Pereira26 de junho de 2026 às 01:05
Eleitores independentes podem definir resultado das eleições

Com apenas 100 dias até o primeiro turno das eleições, os eleitores independentes se tornaram o foco das pré-campanhas presidenciais. Representando 32% do eleitorado brasileiro, eles podem ser o fator decisivo na disputa.

Entendendo os eleitores independentes

Os eleitores independentes são aqueles que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita, abdicando de rótulos como lulistas ou bolsonaristas. Este conceito foi desenvolvido por Felipe Nunes, diretor da Quaest, que acompanha as flutuações de intenção de voto desse segmento ao longo do tempo. Essa camada do eleitorado, menos ideológica, prioriza temas como defesa da democracia, segurança pública e combate à corrupção.

Mudanças nas intenções de voto sinalizam uma nova tendência entre os independentes.

Os dados da pesquisa Quaest mostram que houve uma inversão nas preferências: Lula, atual presidente que busca reeleição, ficou 13 pontos à frente de Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno. Lula possui 37% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 24%. Esse deslocamento é atribuído a uma diminuição do apoio a Bolsonaro por eleitores independentes, enquanto Lula ganha força entre eles.

Fatores que impactaram a mudança de voto

Essa alteração nas preferências está relacionada a duas notícias relevantes. O senador Flávio Bolsonaro foi acusado de envolvimento em corrupção ao ser flagrado pedindo favores ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, o que gerou desconfiança entre 65% dos independentes. Em outra frente, a recente visita de Flávio aos Estados Unidos e a possibilidade de aumento de tarifas comerciais desagradaram 41% dos eleitores independentes, que acreditam que Lula é mais competente na defesa dos interesses nacionais.

Perfil dos eleitores independentes

Esse grupo é predominante em quase todas as regiões do Brasil, especialmente no Sul (34%) e nas regiões Sudeste e Nordeste (32% cada uma). Entre aqueles que recebem até cinco salários mínimos, os independentes correspondem a 35% dos eleitores.

Contudo, este eleitorado enfrenta um desânimo generalizado em relação à política, com apenas 10% afirmando estar decidido a ir às urnas. O desafio para os candidatos é não só atrair suas preferências, mas também motivá-los a participar do pleito.

  • 1Eleitores independentes representam 32% do eleitorado
  • 2Lula lidera Flávio com uma vantagem de 13 pontos
  • 3Mudança de voto ocorre devido a escândalos de corrupção e descontentamento com políticas externas

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