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EUA expandem lista de empresas chinesas ligados ao exército

Novas inclusões incluem gigantes da tecnologia como Alibaba e Baidu

Ricardo Alves09 de junho de 2026 às 01:00
EUA expandem lista de empresas chinesas ligados ao exército

O governo dos Estados Unidos atualizou sua lista de empresas associadas a forças armadas chinesas, acrescentando 188 novas entidades, incluindo grandes nomes do setor tecnológico, como Alibaba e Baidu. A decisão poderá impactar significativamente os negócios dessas companhias no mercado americano.

Empresas como Alibaba e Baidu estão na nova lista de 188 entidades chinesas ligadas ao governo dos EUA.

As novas adições à lista incluem fabricantes de robôs como Unitree e Robosense Technology, além das empresas de chips CXMT e YMTC e a montadora BYD. Com uma nova legislação, a partir de junho de 2026, o Departamento de Guerra não poderá firmar contratos diretamente com as empresas mencionadas, e a partir de 2027, nem por meio de intermediários.

Reação das Empresas e da China

O Departamento de Guerra classificou as empresas como 'empresas militares chinesas' e afirmou que elas podem solicitar a remoção da lista. Apesar da ausência de sanções formais, essa categorização pode prejudicar a imagem e os negócios dessas empresas junto a fornecedores do governo americano.

A Embaixada Chinesa nos EUA criticou a prática de criar listas discriminatórias, alegando que as empresas citadas cumprem as leis locais e pedindo um ambiente mais justo para negócios. Em declarações à imprensa, Alibaba e WuXi AppTec contestaram suas inclusões, afirmando que não têm vínculos militares. A Baidu rechaçou categoricamente a acusação, alegando que a empresa não possui ligação com atividades militares.

"

A inclusão na lista é completamente infundada

Baidu

Esta atualização segue uma listagem anterior de 2025 e ocorre em um momento delicado nas relações entre os EUA e a China, pouco após uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em que tópicos como Taiwan causaram tensões.

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