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Indústria do Tabaco pede isenção de tarifas dos EUA

Setor apela ao governo para incluir tabaco em lista de exceções

Gabriel Rodrigues24 de julho de 2026 às 18:15
Indústria do Tabaco pede isenção de tarifas dos EUA

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) enviaram, nesta sexta-feira (24), um apelo ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pedindo que o governo intervenha na inclusão do tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos. A medida visa mitigar os efeitos negativos que as novas tarifas — que podem chegar a 37,5% para o setor — terão sobre as exportações brasileiras.

Impactos das Novas Tarifas

Recentemente, durante uma audiência no MDIC, o setor apresentou as consequências das tarifas, que poderão onerar as exportações brasileiras em até 23,1%. Para o tabaco, as sobretaxas incluem uma tarifa de 25% vinculada à Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, além de um adicional de 12,5% devido a alegações de falhas no combate ao trabalho forçado.

A cadeia produtiva do tabaco envolve quase 530 municípios e beneficia mais de 600 mil trabalhadores rurais.

Historicamente, os Estados Unidos foram o terceiro maior destino das exportações brasileiras de tabaco, representando cerca de 9% desses embarques. Contudo, essa participação caiu para 6% em 2025, momento em que as exportações para o mercado norte-americano somaram apenas US$ 195,3 milhões, redução de 23,4% em relação ao ano anterior.

Preocupação com a Competitividade

As entidades também destacam que, ao contrário do tabaco, outros produtos do agronegócio, como carne bovina e café, foram isentados das novas tarifas. Essa situação coloca o tabaco brasileiro em uma posição desvantajosa em comparação a outros exportadores, que podem estar mais bem posicionados no mercado internacional.

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A perda de mercado poderá chegar a US$ 100 milhões em exportações para o Brasil se as tarifas forem mantidas. A menor demanda poderá forçar os produtores a reduzir a produção, afetando especialmente aqueles que cultivam a variedade Burley de tabaco, ainda mais dependente do mercado norte-americano.

Dada essa situação crítica, o SindiTabaco e a Abifumo solicitaram formalmente ao governo a inclusão do Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul, que inclui o tabaco e seus derivados, na lista de exceções às tarifas. As entidades também se colocaram à disposição para ajudar na busca de soluções que protejam tanto a competitividade das exportações brasileiras quanto a sustentabilidade econômica e social do setor.

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