ApexBrasil contrata apoio legal contra tarifa de 25% dos EUA
Ação visa proteger exportações brasileiras diante de medidas protecionistas.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está mobilizando apoio jurídico para contrabalançar a sobretaxa de 25% imposta pelo governo do ex-presidente Donald Trump, que impacta as exportações brasileiras aos Estados Unidos.
A ApexBrasil contratou um escritório de advocacia nos EUA para auxiliar os setores econômicos locais que sentirão os efeitos dessa nova tarifa. Durante o evento VivaTech, Mariele Christ, gerente de Indústria e Serviços da Agência, mencionou que a advocacia busca reunir as vozes da indústria nacional afetada, com o intuito de interagir e sensibilizar as partes interessadas no ecossistema americano.
✨ A sobretaxa pode comprometer cerca de 21% do total das exportações brasileiras para os EUA.
A ApexBrasil pretende participar das audiências públicas que ocorrerão até 15 de julho, onde poderá formalizar as suas defesas técnicas e buscar apoio entre empresários americanos que compram produtos brasileiros. Essa mobilização foi impulsionada pela inclusão do Brasil no radar da Seção 301 da Lei de Comércio Americana, que permite a retaliação a parceiros acusados de "práticas desleais".
Com a proposta de sobretaxa, cerca de 11 bilhões de dólares em exportações estão ameaçadas, afetando principalmente produtos de alto valor agregado, como calçados, plásticos e maquinários agrícolas. Mariele Christ ressaltou a importância dos EUA como parceiro comercial do Brasil, destacando que a dependência do mercado americano varia entre 20% e 50% dependendo do setor.
✨ ApexBrasil busca mitigar os impactos da nova tarifa com sua representação nos Estados Unidos.
O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, comentou que a agência está intensificando suas atividades para ajudar as empresas a entender as medidas restritivas. Ele enfatizou que o aumento da tarifa não é benéfico nem para o Brasil nem para os Estados Unidos.
Contexto
As tarifas norte-americanas podem afetar significativamente a exportação de produtos brasileiros, demandando ações diplomáticas e legais para defesa comercial.
Além do foco nas audiências, a ApexBrasil está desenvolvendo uma estratégia de diversificação de mercados para reduzir a dependência dos Estados Unidos. Dados mostram que 72% das empresas exportadoras conseguiram acessar novos mercados. O Sudeste Asiático e a Europa despontam como destinos promissores, especialmente com o recente acordo entre Mercosul e União Europeia.
Como parte de uma estratégia mais ampla, a ApexBrasil expandiu sua presença nos EUA, abrindo um novo escritório em Washington para acompanhar de perto as políticas comerciais da Casa Branca. Essa nova unidade visa fortalecer o diálogo técnico e político em um momento crucial para as exportações brasileiras.
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