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política
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EUA propõem tarifa de 12,5% em produtos brasileiros por trabalho forçado

Medida pode impactar setores agrícolas e de exportação no Brasil

João Pereira12 de junho de 2026 às 15:15
EUA propõem tarifa de 12,5% em produtos brasileiros por trabalho forçado

A proposta dos Estados Unidos de implementar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, devido à falta de proibição efetiva da importação de bens produzidos com trabalho forçado, gera riscos comerciais e de reputação ao Brasil. O alerta foi emitido pela adidância agrícola em Washington após o Escritório do Representante Comercial Americano (USTR) incluir o país em uma lista preocupante em maio de 2026.

Inclusão do Brasil na lista do USTR pode afetar a imagem das cadeias produtivas do país.

A situação é alarmante, pois, segundo o USTR, 54 países, incluindo o Brasil, não teriam imposto ou aplicado proibições efetivas para a importação de itens associados ao trabalho forçado. Este cenário poderia restringir ainda mais o comércio dos EUA e impõe a necessidade de ação imediata por parte do governo brasileiro.

Impactos e Produtos Afetados

Além da tarifa de 12,5%, os EUA avaliam a aplicação de uma adicional de 25%, possivelmente relacionada a questões de desmatamento. Embora alguns produtos como carne bovina e frutas tropical sejam isentos, outros, como etanol, açúcar e pescados, enfrentam risco significativo de taxação, o que pode afetar gravemente a competitividade dos exportadores brasileiros.

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Para produtos não excluídos, será importante avaliar o impacto econômico da eventual tarifa de 12,5%.- Documento da adidância agrícola.

O prazo para manifestação por escrito sobre a proposta é 6 de julho.

A adidância também enfatiza a necessidade de mobilizar os setores produtivos do Brasil para identificar se os produtos enviados aos EUA estão entre os isentos da nova tarifa. Essa avaliação envolve o impacto econômico da tarifa, além da identificação de importadores e usuários americanos potencialmente prejudicados.

Resposta do Governo Brasileiro

Até o momento, o Ministério da Agricultura ainda não respondeu sobre as novas posições a serem adotadas. Além disso, a representação agrícola brasileira nos EUA já havia expressado preocupações anteriores sobre a investigação e os riscos regulatórios e reputacionais que poderiam ser enfrentados por setores como o agropecuário.

Contexto

As investigações do USTR começaram em 12 de março de 2026 e incluem 60 países, com foco em práticas de trabalho forçado na produção de bens.

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