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2 min de leitura

Europa visa proteger jovens de vícios em mídias sociais

Comissão Europeia propõe novas regras para plataformas digitais

Camila Souza Ramos12 de maio de 2026 às 16:50
Europa visa proteger jovens de vícios em mídias sociais

A União Europeia está tomando medidas decisivas para salvaguardar as crianças dos riscos associados ao uso de mídias sociais como TikTok, Meta e X. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, enfatizou a necessidade de regulamentações mais rigorosas.

Novo marco regulatório

Em uma declaração feita em Copenhague, Von der Leyen alertou para os perigos crescentes que incluem privação de sono, depressão e cyberbullying. "A questão não é se os jovens devem ter acesso às mídias sociais, mas se essas plataformas devem ter acesso a eles," afirmou.

"

Os riscos no mundo digital são o resultado de modelos de negócios que tratam a atenção de nossos filhos como uma mercadoria

Ursula Von der Leyen

A nova legislação abordará práticas de design viciantes e marketing enganoso.

Com a proposta de uma nova Lei de Equidade Digital (DFA), a Comissão pretende proibir práticas manipulativas e definir limites rigorosos para o uso de inteligência artificial nas mídias sociais. A possibilidade de estipular uma idade mínima para o acesso a essas plataformas também está em discussão.

Von der Leyen ressaltou que a Comissão está focada em intervenções contra plataformas como TikTok, que disseminam conteúdo nocivo através de recursos como rolagem infinita e notificações incessantes. Além disso, ela mencionou as dificuldades da Meta em garantir que o acesso a suas plataformas esteja restrito a maiores de 13 anos.

Contexto das regulamentações

A nova regulamentação se alinha a um movimento mais amplo na Europa, onde diversos países estão considerando novas leis para limitar o uso de mídias sociais entre adolescentes. Essas iniciativas já ocorrem em nações como Noruega, França e Reino Unido.

Finalmente, a Comissão Europeia está ampliando as obrigações da Lei de Serviços Digitais (DSA), que já inclui investigações em curso sobre práticas de plataformas populares, como TikTok, Instagram e Facebook.

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