Ex-deputado Ramagem é citado em lista de bicheiro em operação da PF
Investigação expõe pagamentos indevidos e conexões políticas no RJ

Alexandre Ramagem, ex-deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, é citado em uma lista elaborada por Adilsinho, um conhecido bicheiro, conforme revelações da Polícia Federal durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne. Esta operação, deflagrada nesta quinta-feira (2), visa esquemas de lavagem de dinheiro e conexões com agentes políticos.
Adilson Oliveira Coutinho Filho, mais conhecido como Adilsinho, é alvo de um mandado de prisão, apesar de já estar encarcerado. Embora Ramagem não tenha sido diretamente punido nesta fase da operação, seu nome figura entre os investigados, o que levanta questões sobre sua possível participação em atividades ilícitas.
Detalhes dos Depósitos
Na lista, identificada como “planilha 2”, aparecem registros de quatro depósitos vinculados a Ramagem, com valores significativos, mas sem detalhes sobre os anos dos pagamentos. Os registros incluem:
- 102/09 - DEP RAMAGEM - R$ 39.708,00
- 206/09 - DEP RAMAGEM - R$ 30.000,00
- 321/09 - DEP ALEXANDRE RAMAGEM - R$ 18.100,00
- 429/09 - DEP ALEXANDRE RAMAGEM - R$ 22.080,00
Ramagem já tinha perdido seu mandato após condenação pelo STF por participação em uma tentativa de golpe de Estado. Logo após sua condenação, ele fugiu para os EUA, onde solicita asilo político.
Citações de Outros Políticos
Além de Ramagem, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também aparece na lista, com uma doação atribuída a ele no valor de R$ 3,2 milhões. Embora não tenha sido alvo da operação, a defesa de Castro afirma que as alegações de recebimento de valores de Adilsinho são falsas.
A Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro conectada ao jogo do bicho, levou à prisão do empresário Márcio Poncio, e ao sequestro de bens de até R$ 22 milhões relacionados a pagamentos irregulares a políticos.
✨ A operação busca desvendar a intrincada rede de lavagem de dinheiro entre políticos e o submundo do crime no Rio de Janeiro.
As investigações anteriores já havia apontado a existência de uma sólida proteção institucional ao crime organizado, e a atual fase se deriva de uma determinação do STF que visa desarticular esses laços.
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