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política
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Lula considera reciprocidade a ação dos EUA contra agente da PF

Presidente reage a pedido dos EUA para delegado deixar o país.

Mariana Souza21 de abril de 2026 às 21:35
Lula considera reciprocidade a ação dos EUA contra agente da PF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pode retaliar a decisão dos Estados Unidos que pede a saída do delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, do território americano.

O pedido do governo dos EUA se refere à atuação do agente na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, considerado foragido desde setembro de 2025 após ter sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal.

Lula afirma que não aceitará ingerências dos Estados Unidos.

Na última segunda-feira (20), um comunicado do gabinete de assuntos do hemisfério ocidental dos EUA mencionou que "nenhum estrangeiro deve manipular o sistema de imigração" do país para evitar pedidos de extradição.

O Caso de Alexandre Ramagem

Alexandre Ramagem foi condenado e fugiu para os EUA após a cassação de seu mandato, sendo detido recentemente por estar com visto de turista vencido. A prisão ocorreu após um acordo de cooperação entre Brasil e EUA visando sua deportação.

Contexto da Situação

O delegado Marcelo Ivo de Carvalho foi temporariamente designado para trabalhar nos EUA, porém sua volta ao Brasil foi solicitada de maneira informal pela diplomacia americana, segundo fontes.

Na visão do Itamaraty, as acusações feitas pelos americanos carecem de fundamento. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reafirmou que a atuação do delegado é parte de um memorando de entendimento entre os países.

Reação do Presidente

Lula declarou que ainda aguarda mais informações, mas se mostrou preocupado com a possibilidade de abusos por parte das autoridades americanas. O presidente enfatizou que o Brasil não pode aceitar tais ingerências.

"

Se houve um abuso americano em relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva.

A situação segue em desenvolvimento e o governo brasileiro espera esclarecimentos formais antes de tomar qualquer medida adicional.

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