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política
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Extrema-direita vence disputa por Avenida Paulista em 1º de Maio

Polícia Militar transfere protesto da esquerda para Praça da República

Gabriel Rodrigues29 de abril de 2026 às 14:55
Extrema-direita vence disputa por Avenida Paulista em 1º de Maio

As manifestações do Dia do Trabalhador na Avenida Paulista, em São Paulo, foram dominadas por grupos de extrema-direita, gerando descontentamento entre setores progressistas. Enquanto isso, a central CSP-Conlutas teve que mover seu protesto para a Praça da República devido a uma decisão da Polícia Militar.

Troca de Local e Reações

Na última sexta-feira, a Polícia Militar anunciou que o trecho da Avenida Paulista seria ocupado pelo movimento conservador ‘Patriotas do QG’, capitaneado pelo corretor Carlos Silva. Com cerca de 4 mil seguidores no Instagram, o grupo mistura postagens sobre imóveis com apoio a Flávio Bolsonaro.

O movimento deverá contar com a colaboração de outras organizações menos conhecidas, como Voz da Nação e Marcha da Liberdade, ambas ligadas ao Projeto União Brasil, fundado em 2019 e que agrega diversas frentes sociais.

De acordo com a PM, a ocupação da Avenida Paulista foi definida com base na ordem de chegada dos pedidos. A manifestação de direita protocolada em setembro de 2024 teve prioridade sobre a solicitação da CSP-Conlutas, registrada em março deste ano.

CSP-Conlutas critica a decisão da polícia, chamando-a de 'arbitrária' e um ataque ao direito de manifestação.

A CSP-Conlutas expressou sua indignação, alegando que a decisão da Secretaria de Segurança Pública, comunicada em cima da hora, prejudica o direito de manifestação no Dia Internacional do Trabalhador. O grupo reafirmou seu compromisso com lutas trabalhistas, incluindo a reforma agrária e a proteção das terras indígenas.

Contexto

O Dia do Trabalhador é uma data significativa para a classe trabalhadora, marcada por protestos que normalmente buscam reivindicar direitos e melhorias nas condições de trabalho.

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