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política
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Flávio Bolsonaro aciona TSE contra contas falsas nas redes sociais

Senador Rogério Marinho denuncia ataques à pré-campanha ao TSE

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 19:00
Flávio Bolsonaro aciona TSE contra contas falsas nas redes sociais

O senador Rogério Marinho, que coordena a pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, informou que entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar a utilização de contas falsas que atacam o pré-candidato nas redes sociais.

Marinho explicou que os principais alvos dos ataques incluem Flávio Bolsonaro e os pré-candidatos à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para São Paulo, e Jorginho Mello (PL) de Santa Catarina. A investigação identificou pelo menos 20 mil perfis que teriam sido usados para movimentar cerca de R$ 20 milhões em propagandas difamatórias.

O coordenador da campanha pediu uma decisão liminar para suspender os perfis falsos.

Durante uma reunião com o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, Marinho enfatizou a necessidade de apoio da Justiça Eleitoral para averiguar a origem do financiamento das contas. Ele declarou: "Viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e possamos identificar quem está financiando esse atentado à democracia."

A advogada Maria Claudia Bucchianeri, parte da equipe jurídica da pré-campanha, detalhou que, já em fevereiro, o PL percebeu que perfis pequenos, com meros 30 seguidores, estavam movimentando valores expressivos. Segundo Bucchianeri, esses perfis são criados utilizando CPFs falsos e, em seguida, gastos são feitos para aumentar o alcance das publicações prejudiciais ao pré-candidato.

Ela ainda destacou que esses perfis são apagados rapidamente para eliminar rastros, e novos são criados, frequentemente utilizando DDDs semelhantes. O DDD 041, por exemplo, do Paraná, tem se mostrado recorrente nessas contratações.

A equipe do PL solicitou uma "ampla quebra de sigilo" e busca informações da Meta sobre o cadastro dos anunciantes que suportaram essas contas, as quais podem ajudar a identificar os responsáveis financeiros por esse esquema. Bucchianeri apontou: "Precisamos saber de quem é esse cartão de crédito. De quem é esse CPF. De quem é essa linha telefônica."

Curiosamente, também foram identificados alguns perfis que promovem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é candidato à reeleição.

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