Candidato do PL mira eleitores de direita e centro-direita que rejeitam o PT.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) agora mira explicitamente o voto útil de antipetistas na disputa ao Planalto, com o objetivo de avançar nas pesquisas de intenção de voto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Essa mudança de estratégia amplia o foco da campanha, que antes estava centrada no eleitorado bolsonarista, feminino ou religioso, passando a também atrair eleitores de direita e centro-direita que rejeitam o PT, mas que ainda consideram votar em outros candidatos como Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
✨ Pesquisas indicam que esses candidatos somados representam 16 pontos percentuais em disputa, com Lula liderando com 36% e Flávio Bolsonaro com 31%.
Flávio e seus aliados já falam em uma vitória possível no primeiro turno. Para convencer os eleitores antipetistas a votarem nele, a campanha tem utilizado a frase: 'não deixe para o segundo turno o que você pode fazer no primeiro', buscando evitar a pulverização de votos entre outros concorrentes.
A proposta da campanha é que um crescimento significativo de Flávio se dará pela migração de votos dentro do campo antipetista, ao invés de conquistar eleitores independentes, que pode ser mais desafiador.
Além disso, Flávio argumenta que seu principal adversário é Lula, destacando que a polarização atual e a dificuldade dos outros concorrentes de se estabelecerem como uma ameaça ao candidato do PL tornam desnecessária sua participação em debates com eles.
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Jornalista especializado em Política

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