Flávio Bolsonaro enfrenta incertezas a dias da convenção do PL
Falta de vice e coligação afeta candidatura à presidência

Faltando apenas quatro dias para a convenção nacional do PL, marcada para sábado, dia 25, em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não conseguiu definir quem será o candidato a vice em sua chapa e enfrenta dificuldades para concretizar uma parceria política visando a disputa pelo Palácio do Planalto.
As expectativas da campanha são de que as negociações continuem até o prazo final das convenções partidárias, que se encerra em 5 de agosto. Entre os principais desafios está a negociação com os partidos do Centrão, onde a federação entre União Brasil e PP parece caminhar para uma declaração de neutralidade nas eleições presidenciais.
✨ Sem coligação formada, o tempo de propaganda de Flávio pode ficar abaixo do de Lula.
Na convenção estadual da federação União-PP, realizada na segunda-feira, dia 20, em São Paulo, Flávio Bolsonaro tentava estreitar laços com as siglas. Enquanto os diretórios locais manifestaram apoio ao senador e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), os presidentes nacionais das três legendas não estiveram presentes, evidenciando a desconexão entre as lideranças e a pré-campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mesmo sem um acordo definitivo, o PL ainda aposta em uma possível aliança com o Republicanos, buscando um entendimento para indicar o vice da chapa presidencial. Contudo, os dirigentes do PL percebem que um consenso à nível nacional é desafiador e exigem uma maior sinergia nas alianças regionais.
A indefinição na escolha do vice candidato tem impacto direto na campanha. Flávio não deve apresentar um nome durante a convenção, pois a coordenação da campanha avalia que isso depende diretamente das negociações em andamento, o que os leva a querer usar todo o tempo previsto pela Justiça Eleitoral para fechar a chapa.
A principal aliada de Flávio parece ser a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e vinculada ao Republicanos. Ela foi projetada na campanha, liderando iniciativas como o programa “Brasil por Elas.” No entanto, sua escolha enfrenta resistência dentro do próprio Republicanos e do PL.
Outra figura discutida como possível vice é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, que é vista como uma opção com peso político significativo, mas mantém prioridade na disputa pela presidência do Senado em 2027. As chances de ela aceitar a vice são consideradas remotas.
Outros nomes estão em discussão, incluindo a deputada Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE), e as deputadas do PL Júlia Zanatta (SC) e Bia Kicis (DF). Todas essas alternativas surgem caso as negociações com as principais siglas não avancem.
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