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política
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Flávio Bolsonaro enfrenta resistência para vice na sua campanha

Escolha de Daniella Marques gera tensão interna e ceticismo no PL

Gabriel Rodrigues17 de julho de 2026 às 11:10
Flávio Bolsonaro enfrenta resistência para vice na sua campanha

Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, está enfrentando um crescente desgaste em sua pré-campanha ao tentar indicar Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, para o cargo de vice-presidente. Apesar de seu envolvimento significativo na criação do programa de governo e de ter dividido o palco com o senador durante o lançamento do plano 'Brasil por Elas', sua nomeação é vista com cautela pelo PL e até mesmo pelo Republicanos, seu atual partido.

Tentativas de Aproximação com o Eleitorado Feminino

O evento 'Brasil por Elas' foi uma tentativa de Flávio de atrair o eleitorado feminino, apresentando propostas voltadas para o combate à violência contra a mulher, acesso à tecnologia, empreendedorismo, inteligência artificial e saúde. Contudo, essas iniciativas também serviram para destacar Daniella como a principal formuladora do seu plano de candidatura e sua escolha pessoal como vice.

Daniella Marques tem um histórico político e econômico, mas nunca disputou uma eleição.

Embora Daniella tenha uma bagagem técnica e uma boa relação com Flávio, membros do PL argumentam que sua escolha não teria um impacto eleitoral significativo. Eles ressaltam que, apesar de suas qualificações, ela não possui experiência em campanhas eleitorais, o que poderia dificultar a união de forças ao redor da candidatura.

Resistências no Republicanos

A resistência não se limita ao PL. No Republicanos, também há dúvidas sobre a adequação de Daniella como vice. Embora Flávio considere o partido essencial para sua composição nacional, seus líderes afirmam que Daniella não conseguiu criar uma base de apoio ou influência interna. As pesquisas internas mostraram uma insatisfação com a possibilidade de Flávio como candidato e uma preferência por uma postura neutra na eleição presidencial.

Líderes do PL expressam frustração com a centralização das decisões da campanha por Flávio.

Além disso, a crítica à condução da campanha por Flávio vem crescendo. Há relatos de que ele tem centralizado decisões importantes em um grupo restrito, liderado pelo coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, excluindo outros dirigentes do PL, como Valdemar Costa Neto, da discussão sobre alianças e a definição da chapa.

Prazo se Aproxima

Com as convenções nacionais se aproximando, Flávio Bolsonaro terá até o dia 25 de julho, quando o PL fará sua convenção em São Paulo, para encontrar uma solução adequada para a escolha do vice e consolidar sua candidatura.

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