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política
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Flávio Bolsonaro perde apoio evangélico e jovem na corrida presidencial

Novos dados da pesquisa mostram que Lula ganha vantagem no 2º turno

Ricardo Alves14 de junho de 2026 às 01:10
Flávio Bolsonaro perde apoio evangélico e jovem na corrida presidencial

Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência, enfrenta uma significativa perda de apoio entre segmentos demográficos-chave como evangélicos, mulheres e jovens, segundo dados recentes da pesquisa Quaest, revelados pelo g1. O levantamento indica que Lula agora detém uma vantagem de 6 pontos sobre Bolsonaro em simulações de segundo turno.

Mudanças no cenário eleitoral

Até março, Lula e Flávio estavam em empate técnico, mas a situação se inverteu em junho, com o petista alcançando 44% das intenções de voto, ante 38% de Bolsonaro. Essa transição coincide com a revelação da ligação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por irregularidades financeiras.

Bolsonaro perdeu espaço em regiões estratégicas como Sudeste e Centro-Oeste/Norte.

De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, a queda de Flávio é mais acentuada do que o aumento de Lula, sugerindo uma perda líquida de apoio nas regiões mais populosas do Brasil, incluindo São Paulo e Minas Gerais.

Perda de apoio entre jovens e mulheres

A pesquisa revela que Lula agora supera Flávio entre todas as faixas etárias, incluindo os jovens de 16 a 34 anos, um grupo que anteriormente era favorável ao senador. Entre as mulheres, a desvantagem histórica de Bolsonaro se traduz em uma ampliação da vantagem do presidente.

Entre homens, Bolsonaro ainda se mantém ligeiramente à frente, mas a margem é tão estreita que se configura em empate técnico.

Implicações socioeconômicas

Bolsonaro também sente impactos negativos em grupos de renda mais alta e entre aqueles com escolaridade superior. A mudança de tendência entre eleitores que ganham entre 2 e 5 salários mínimos, onde Lula ultrapassou Bolsonaro, é digna de nota. Também houve uma queda da vantagem do senador entre os com Ensino Superior.

Contexto

Essas alterações no apoio a Flávio Bolsonaro refletem uma oscilações mais amplas na percepção do eleitorado, especialmente entre os independentes, que agora estão se inclinando em direção a Lula, o que pode ser um indicativo de mudanças futuras no cenário eleitoral.

Nunes destaca que a saída de apoio de Flávio Bolsonaro é notável, especialmente entre os grupos que não têm ligação direta com ideologias lulistas. Essa tendência pode ser um alerta importante para as próximas fases da campanha.

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