Controvérsias sobre o sistema autônomo de bilhetagem levaram a exigências de investigações pela Assembleia Legislativa.

O sistema de bilhetagem do transporte público na Região Metropolitana de São Paulo, operado pela Autopass S.A., enfrenta graves denúncias de manipulação e fraudes. A deputada estadual Paula Nunes, do PSOL, solicitou uma investigação ao Tribunal de Contas do Estado em resposta a indícios de irregularidades.
Desde a troca do Cartão BOM pelo Cartão TOP, em 2022, usuários têm enfrentado problemas sérios de funcionamento, resultando em longas filas e a figura do 'atravessador', que atende as necessidades dos passageiros. Nunes ressaltou que a mudança sugere a existência de interesses ocultos de grupos que já dominam o transporte público em São Paulo.
✨ O governo de Tarcísio de Freitas segue um processo iniciado na gestão de João Doria que transferiu o controle da bilhetagem à Autopass sem licitação.
O deputado Mauro Maurici, do PT, também pediu uma investigação rigorosa, questionando a legitimidade de transferir a gestão da bilhetagem a uma empresa ligada aos mesmos grupos que controlam o transporte público.
Os documentos revelaram que 14 dos 24 membros fundadores da associação que possibilitou a contratação da Autopass estavam atrelados a interesses financeiros da operadora. Essa conexão levantou preocupações sobre um apagão regulatório, onde as secretarias envolvidas na gestão do transporte não assumem a fiscalização.
O sistema de repasse de recursos entre o consórcio privado e as estatais Metrô e CPTM tem sido questionado, com mais de R$ 125 milhões devidos às estatais. Já indicado um alto nível de desgaste da confiança na gestão, a deputada Nunes estima que a regularidade de como essas operações são conduzidas pode ser investigada.
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Jornalista especializado em Política

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